Mortos por tempestade nas Filipinas passam de mil

Autoridades tentam impedir doenças em abrigos que ficaram lotados após devastadora passagem de tempestade tropical

iG São Paulo |

A Defesa Civil das Filipinas informou nesta quarta-feira que subiu para 1.002 o número de mortes causadas pela tempestade tropical Washi, que atingiu o sul do país na sexta-feira. Entre as vítimas, 650 são da cidade de Cagayan de Oro e 283 de Iligan.

AP
Richard Racadio, nove anos, mostra como sua casa em Iligan, nas Filipinas, ficou coberta por lama após tempestade

A casa de Stella Cabilogan em Cagayan de Oro foi atingida pela tempestade, mas ela decidiu não ir com os filhos para um abrigo próximo. "A situação no centro é muito difícil", disse ela, por telefone.

Stella, 33 anos, mudou para a casa de seu irmão do outro lado da cidade, uma região que foi menos afetada pelas enchentes. Mas milhares de moradores não tiveram essa opção e na segunda-feira oficiais públicos voltaram sua atenção para o bem estar dos sobreviventes.

"O fornecimento de água não foi restaurado em muitas áreas e as pessoas não estão bem protegidas", disse Gwendolyn T. Pang, secretário-geral da Cruz Vermelha nas Filipinas. Cerca de 45 mil moradores estão em abrigos após as enchentes provocadas pela tempestade tropical Washi.

Funerárias ficaram lotadas nas duas cidades mais atingidas, levantando questionamentos sobre problemas sanitários entre os moradores da região.

Funcionários públicos na cidade de Iligan anunciaram planos para um enterro em massa, mas as autoridades de saúde em Manila ofereceram forte oposição à proposta, dizendo que os mortos, particularmente dentro dos necrotérios, não representam um risco de saúde para os vivos.

"Não há pressa para enterrar os mortos", disse Eric Tayag, um porta-voz do Departamento de Saúde, em Manila, a uma emissora de televisão local. "Eles não vão espalhar doenças. Devemos nos concentrar naqueles que sobreviveram."

Tayag argumentou que, se os mortos fossem enterrados em valas, haveria uma maior chance de prejudicar a saúde mental dos sobreviventes.

Ele disse que a ameaça iminente de saúde está nos centros de evacuação lotados, que poderia tornar-se terreno fértil para a cólera, febre tifóide, infecções respiratórias e outras doenças transmissíveis.

Autoridades de saúde estavam organizando a vacinação nos centros, numa tentativa de conter a infecção.

Com AP e New York Times

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