Mortos por incêndio na Austrália podem passar de 220

SYDNEY - Bombeiros continuam tentando salvar cidades inteiras das chamas do gigantesco incêndio que castiga o sul da Austrália, que já matou 181 pessoas. Este número ainda pode aumentar, pois há pelo menos 50 desaparecidos, disse nesta terça-feira o primeiro-ministro do estado de Victoria, John Brumby.

Redação com agências internacionais |

"Há ainda um grande número de pessoas, mais de 50, que o legista acredita que morreram, embora ainda não tenham sido encontrados seus corpos ou identificado seus cadáveres", disse Brumby.

Os legistas advertiram que é possível que alguns restos fiquem sem identificação, já que o fogo acabou destruindo as digitais dessas pessoas.


Bombeiros descansam na Austrália / AP

Pessoas sem casas

Mais de 7 mil pessoas têm dormido em centros de acolhimento, tendas de campanha ou em seus carros, por estarem ser lar devido às chamas.

Desde sábado, quando começou a onda de incêndios, o fogo arrasou mais de 3 mil quilômetros quadrados e cerca de mil imóveis no estado de Victoria .

"Quando se vê as áreas atingidas desde o ar, é horrível. Em particular, em volta das cidades Kinglake e Marysville. Há centenas e centenas de casas completamente destruídas, portanto o número (de mortos) continuará crescendo", admitiu Brumby, após sobrevoar o nordeste de Victoria.


Fogo deixou rastro de destruição / AP

Kinglake, cerca de 80 quilômetros ao norte de Melbourne, é a cidade com maior número de mortos, 35 até o momento. Sua estrada de acesso foi aberta hoje, mas somente para os serviços de urgência.

O número de atendimentos da Cruz Vermelha subiu de 5 mil a 7 mil e não se sabe o número exato de desabrigados que foram a viver com parentes ou com amigos ou daquelas que transformaram seus veículos em casas temporárias.

Investigação de incêndios criminosos

Uma equipe de 100 investigadores foi formada para buscar os pirômanos. A operação, batizada de "Fênix", é a maior da história da Austrália no que diz respeito a incêndios.

Um homem de 31 anos e um adolescente de 15, suspeitos de terem provocado voluntariamante dois focos de incêndio separados, foram detidos na segunda-feira.

"Não temos palavras diante da idéia de que alguns destes incêndios podem ter sido provocados de propósito", declarou na segunda-feira ao Parlamento o primeiro-ministro australiano Kevin Rudd. "É simplesmente um assassinato em massa", acrescentou.


Além de combater o fogo, bombeiros também ajudam no salvamento dos animais silvestres / AP

O governo da Austrália recebeu mensagens de condolência de Brasil, Andorra, Cuba, França, Indonésia, Japão, México, Paquistão, Turquia e Cingapura, entre outros países.

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