Mortos por ciclone podem superar os 100.000, diz embaixadora americana

Washington, 7 mai (EFE).- O número de mortos pela passagem do ciclone Nargis em Mianmar pode superar os 100.

EFE |

000, afirmou hoje a embaixadora dos Estados Unidos nesse país, Shari Villarosa, em uma teleconferência.

Villarosa, encarregada de negócios, explicou que 95% dos edifícios na zona afetada pelo ciclone no delta do rio Irrawaddy ficaram destruídos e a situação fora de Yangun, a cidade mais povoada do país, é "desastrosa".

A embaixadora americana afirmou que o número de mortos poderá superar os 100.000, caso as condições humanitárias continuem piorando e advertiu para o risco de epidemias.

Segundo os números divulgados até hora pelos meios de imprensa estatais de Mianmar, o "Nargis" deixou 22.500 mortos e 41.000 desaparecidos, enquanto o número de desabrigados chega a um milhão.

O ciclone, com ventos de mais de 190 km/h, castigou no sábado passado o sul do país.

A junta militar birmanesa que governa o país colocou grandes dificuldades para a chegada de ajuda externa, o que complica o panorama.

Villarosa indicou que o regime é "muito paranóico", mas não parece se opor de maneira especial à chegada de ajuda americana.

O Departamento de Defesa dos EUA enviou um avião de carga à Tailândia e outro se encontra a caminho, à espera que a junta birmanesa autorize a entrada de ajuda.

A Casa Branca indicou ontem que os Estados Unidos enviarão US$ 3 milhões em ajuda para as vítimas do ciclone.

O Departamento de Estado afirmou hoje que pressiona as autoridades de Mianmar para que aceitem a ajuda americana e pediu aos vizinhos desse país que façam o mesmo.

Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, Washington pede a esses países que "usem a capacidade de pressão que possuem perante o Governo birmanês" para conseguir a autorização para a entrada de equipes de assistência estrangeiras.

Desta maneira, essas equipes poderão "avaliar a situação e proporcionar ajuda no terreno para dar assistência no que é claramente um desastre humanitário de um imenso alcance", acrescentou o porta-voz. EFE mv/fb

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