Mortos pela gripe chegam a 30 e Argentina estende recesso escolar

(atualiza com declaração de emergência na capital argentina). Buenos Aires, 30 jun (EFE).- Pelo menos mais duas pessoas morreram na Argentina devido à gripe suína, com o que chegam a 30 os mortos confirmados oficialmente no país, embora em um hospital e em uma universidade de Buenos Aires se tenha denunciado hoje a existência de mais vítimas.

EFE |

Além disso, as autoridades da cidade e da província de Buenos Aires, além das províncias de Santa Cruz e Neuquén anunciaram hoje que estenderão as férias de inverno nas escolas até o final de julho, depois que três províncias suspenderam as aulas por causa da doença.

A secretária de Saúde da província de Santa Fé, Débora Ferrandini, confirmou hoje a morte de uma mulher grávida e de um homem por causa da gripe, que já infectou 1.587 pessoas no país, segundo dados oficiais, embora entidades sanitárias tenham denunciado que o número de doentes "é substancialmente maior".

A médica do Hospital Italiano de Buenos Aires Alejandra Valledor afirmou que o centro de saúde registrou a morte de três pessoas que não foram "incluídas" ainda nos números computados pelo Ministério da Saúde da Argentina.

Além disso, a professora da Faculdade de Odontologia da Universidade de Buenos Aires (UBA), María Beatriz Guglielmoti, disse hoje que uma de suas alunas que estava grávida e um aluno do mesmo curso morreram por causa da doença.

A professora disse também que um funcionário da faculdade, cujas aulas foram suspensas até o dia 11 de julho para evitar a propagação do vírus, está internado em estado grave pela doença.

As autoridades da capital do país declararam hoje "emergência de saúde" e o adiantamento para a próxima segunda-feira do recesso escolar, que se estenderá por quatro semanas em vez das tradicionais duas.

"Peço às crianças que fiquem em suas casas", aconselhou o prefeito da cidade, Mauricio Macri, antes de pedir calma e de assinalar que dois secretários de seu Gabinete estão com a gripe.

As autoridades da Faculdade de Medicina da cidade de La Plata informaram hoje da suspensão por um mês de suas aulas para prevenir o avanço da doença.

O chefe de Gabinete de Buenos Aires, Alberto Pérez, anunciou que as férias de inverno, que normalmente duram duas semanas, irão do dia 6 ao dia 31 de julho, na província e cidade de Buenos Aires.

O governador da província de Santa Cruz, Daniel Peralta, também disse que as férias de inverno foram antecipadas para a sexta-feira e durarão até o dia 31 de julho, enquanto as autoridades de Neuquén suspenderam todas as aulas até o dia 26 de julho.

"Pedimos às famílias e a todos um forte senso de responsabilidade e que as crianças não fiquem em lugares com aglomerações", pediu hoje o ministro de Educação da Argentina, Juan Carlos Tedesco. EFE ms/pd/rr

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