O registro total do forte terremoto que devastou parte da China aumentou para 22.069 mortos, informou a agência oficial Nova China nesta sexta-feira.

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  • Apenas em Sichuan (sudoeste), onde foi situado o epicentro do terremoto, há até o momento mais de 21.500 mortos, indicou pouco antes o vice-governador desta província, Li Chengyun, citado pela agência semi-oficial Notícias da China.

    O governo de Pequim anunciou estimativas mais contundentes na quinta-feira, afirmando que o registro da catástrofe poderá superar os 50.000 mortos.

    Novos tremores

    Novos tremores secundários foram registrados nesta sexta-feira na China, próximo do epicentro do terremoto de 7,8 graus ocorrido na segunda-feira. O mais recente tremor de terra causou deslizamentos, que soterraram veículos e perturbaram os trabalhos de resgate, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

    Até a madrugada desta sexta-feira, a região de Sichuan já sofreu pelo menos 122 tremores secundários que atingiram mais de quatro graus, sendo que um deles marcou 5,9 na escala Richter.

    Os prejuízos estimados no desastre já passam de US$ 20 bilhões. Até agora, mais de 22 mil mortes foram confirmadas, mas acredita-se que o número pode chegar a 50 mil.

    O presidente chinês, Hu Jintao, visitou nesta sexta-feira o vilarejo de Mianyang, no condado de Wenchuan. A área é a mais atingida pelo terremoto, que é considerado "a pior catástrofe natural" da China.



    Criança espera ajuda em um ginásio esportivo em Mianyang  (Foto: AFP)


    Hu Jintao se encontrou com o primeiro-ministro, Wen Jiabao, que está em Sichuan desde segunda-feira coordenando os mais de 135 mil soldados e médicos que participam dos esforços de resgate.

    "Neste momento, os trabalhos de ajuda entraram na fase mais crucial. Nós precisamos fazer todos os esforços, correr contra o tempo e superar todas as dificuldades para alcançar a vitória final", disse Hu.

    Sobreviventes

    Ainda nesta sexta-feira, equipes de resgate conseguiram retirar três adultos e uma criança com vida dos escombros na vila de Beichuan.

    O resgate milagroso ocorreu mais de 100 horas depois do terremoto.

    Imagens de circuito fechado de TV mostraram um garoto de cinco anos sendo retirado dos destroços.

    Segundo a reportagem, oficiais ouviram mais vozes clamando por socorro próximo de onde ocorreu o resgate e estão "esperando por mais milagres", pois crêem ser possível salvar outras vidas na mesma situação.

    Dois adultos foram resgatados de um prédio de escritórios, e uma enfermeira foi retirada dos escombros de um hospital.

    Escolas

    O governo lançou, nesta sexta-feira, uma investigação para determinar se a má qualidade das construções facilitou o desabamento de escolas na área atingida pelo tremor.

    Segundo dados oficiais, o tremor fez desmoronar 6.898 escolas, causando a morte de dezenas de milhares de crianças.

    "Se problemas de qualidade existem na construção das escolas, nós vamos lidar com as pessoas responsáveis de maneira dura, sem tolerância, e daremos ao público uma resposta satisfatória", disse Han Jin, chefe de planejamento e desenvolvimento do Ministério de Educação.

    Estradas obstruídas

    Equipes especializadas continuam com os trabalhos de desobstrução e reparo das estradas bloqueadas por deslizamentos de terra.

    Os arredores de Wenchuan são montanhosos, sendo difícil acessar os locais mais remotos.

    Apesar de o Exército possuir homens e máquinas suficientes, o trabalho progride lentamente.

    "Só é possível que uma máquina escavadeira trabalhe a cada vez", explicou Feng Zhenglin, oficial do ministério de Transportes.

    A prioridade das equipes está concentrada em um raio de 50 quilômetros ao redor de Wenchuang.


    (*Com informações da BBC Brasil e AFP)


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