Mortos em Gaza aumentam, cessar-fogo é negociado

Gaza, 16 jan (EFE).- A ofensiva militar israelense em Gaza completou três semanas hoje, deixando mais 27 mortos, cujo número chegou a 1.

EFE |

160, segundo autoridades médicas da faixa, enquanto avançavam os esforços para um acordo de cessar-fogo que Israel e Hamas negociam através do Egito.

Após o intenso dia de violência vivido ontem na Faixa, especialmente em sua capital, até o meio de tarde de hoje, o Exército israelense fez diversos ataques no início da noite (pelo horário local, quatro mais tarde que o de Brasília).

Pelo menos 27 palestinos morreram nestes ataques, dos quais 22 eram civis, segundo o Ministério da Saúde do Governo do Hamas em Gaza, entre eles uma menina pelos disparos de um tanque contra a casa em que se refugiava em Jabalya, no norte de Gaza, e duas crianças em um bombardeio aéreo em Rafah, no sul.

Segundo o chefe do serviço de emergências de Gaza, Moawiya Hasanin, outro civil foi morto em um ataque em Khan Yunes, no sul da faixa, quando viajava de motocicleta.

Além deles, segundo as autoridades de Gaza, entre as vítimas estão nove pessoas abatidas no ataque de tanques israelenses contra um cortejo fúnebre no leste da Cidade de Gaza, e quatro pelo ataque de aviões na localidade próxima de Jebalia.

Os dois ataques ocorreram pouco após uma mulher e seus cinco filhos morrerem pelos disparos de um tanque israelense no campo de refugiados de Al-Bureij, no centro de Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.

Haveria ainda mais quatro vítimas, de acordo com a contagem das autoridades de Gaza.

Hoje também se localizaram os cadáveres de 23 pessoas sob os escombros de uma casa bombardeada ontem na capital Gaza.

Além de 1.160 mortos, mais de 5.000 pessoas ficaram feridas desde o início da ofensiva israelense na faixa, segundo as autoridades de Gaza.

O dia de hoje também foi marcado pelo enterro do ministro do Interior do Hamas, Said Siyam, considerado um dos cinco principais dirigentes do movimento islamita em Gaza e morto ontem com seu filho Mohammed, seu irmão Iyad e o chefe dos Serviços de Segurança do Hamas, Salah Abu Shreh em um ataque da aviação israelense.

Seu cortejo fúnebre foi acompanhado por uma multidão, incluindo simpatizantes do Hamas, mas nenhum miliciano nem outro dos chefes da facção, que permanecem na clandestinidade desde o início da ofensiva israelense.

Os novos ataques coincidiram com uma intensificação das esforços por alcançar um cessar-fogo.

Emissários de Israel e Hamas se encontram em permanente contato com as autoridades egípcias, que lideram as gestões de mediação para um cessar-fogo.

A essas negociações se juntou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, que visita a região e que, após de se reunir ontem com o estado maior do Governo israelense, viajou hoje à cidade cisjordaniana de Ramala, sede da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Após encontrar o presidente e o primeiro-ministro da ANP, Mahmoud Abbas e Salam Fayyad, respectivamente, o secretário-geral da ONU afirmou que "está muito perto" de um cessar-fogo.

Em apoio a esta trégua, jovens palestinos se manifestaram pela terceira sexta-feira consecutiva em diversas cidades da Cisjordânia e em Jerusalém Oriental (árabe) em protesto contra a ofensiva militar israelense.

Segundo testemunhas, forças de segurança israelenses mataram Musab Daana, de 15 anos, a tiros, e feriram 50 pessoas que participavam de uma manifestação em Hebron.

Também houve manifestações de protesto em Jerusalém Oriental, onde as forças de segurança israelenses se posicionaram desde a primeira hora da manhã na previsão de protestos na saída das mesquitas após a reza do meio-dia no dia santo muçulmano. EFE sar-amg/jp

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