Mortos chegam a 420 em Gaza após uma semana de ataques

Gaza - A ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, que já está no 7º dia, deixou 420 mortos e mais de 2 mil feridos, segundo informações de fontes médicas da região palestina.

Redação com agências |

O número de mortos pode aumentar nas próximas horas, pois pelo menos 300 feridos estão em estado de extrema gravidade, informou o Ministério da Saúde do Hamas em Gaza.

Ao longo da noite e da manhã desta sexta-feira, o Exército israelense realizou mais de 20 ataques em Gaza. Entre os alvos atingidos está uma mesquita da localidade de Jabalia, no norte de Gaza, que, segundo o Exército, o Hamas usava como centro de operações e local de armazenamento de mísseis Grad e outras armas.

Reuters
Homem olha casa destruída após ataque em Jabalia

O bombardeio contra o templo e as explosões secundárias causadas com a explosão dos mísseis provocaram um enorme incêndio, que deixou pelo menos uma pessoas morta.

Também em Jabalia, um homem acabou sendo morto e outros quatro feridos em um bombardeio sobre casas no campo de refugiados, no norte de Gaza.

O movimento islamita Hamas declarou "dia de cólera" nesta sexta-feira. Milhares de palestinos foram às ruas de Ramallah, onde fica a Autoridade Palestina na Cisjordânia, contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

A manifestação, protegida por um forte esquema de segurança, começou no centro de Ramallah depois das orações do dia. Agitando bandeiras palestinas e do Fatah - o movimento do presidente Mahmud Abbas - e algumas do Hamas, os manifestantes gritavam "sacrificamos nossa alma e nosso sangue por Gaza", o que era seguido de palavras de ordem de apoio ao Hamas; não faltavam os que pediam a Ismail Haniyeh, dirigente do Hamas, para "atingir o coração de Tel Aviv".

A polícia palestina na Cisjordânia proíbe, em geral, as manifestações de apoio ao Hamas, que tirou de Gaza a Autoridade Palestina, em junho de 2007.

Líder assassinado

Nizar Rayan, um dos principais líderes do grupo radical islâmico Hamas, foi morto na quinta-feira após um ataque aéreo de Israel contra a Faixa de Gaza. Nizar morreu junto com suas quatro mulheres e nove de seus 12 filhos, além de dois vizinhos.

Nizar foi o dirigente mais importante do Hamas morto desde o início dos bombardeios. Antes da ação desta quinta-feira, que destruiu sua casa no campo de refugiados de Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, Rayan afirmava que o grupo palestino venceria os combates contra Israel.

*Com informações da EFE e da AFP

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