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Mortos chegam a 228 e prédios começam a ser demolidos em L Aquila

LAquila (Itália)/Roma, 7 abr (EFE).- As equipes de resgate começaram hoje a demolir de forma coordenada os prédios sob risco de desabamento na cidade de LAquila, enquanto a Itália inteira aguarda para saber a identidade das pelo menos 228 vítimas fatais do terremoto que atingiu a região central do país na segunda-feira.

EFE |

A publicação das listas de mortos, feridos e desaparecidos estava prevista para ser divulgada nesta tarde, mas a Defesa Civil se atrasou em fechá-la.

O número oficial de mortos, porém, foi atualizado, superando os 207 mortos que divulgados de manhã pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi, durante entrevista coletiva em L'Aquila, enquanto os trabalhos de remoção de escombros seguem em seu segundo dia.

Hoje, as equipes de resgate encontraram os cadáveres dos quatro jovens que haviam desaparecido em uma residência estudantil da cidade.

"Estão mortos os quatro estudantes sob os escombros da Casa do Estudante. É uma tragédia", confirmou o reitor da Universidade de L'Aquila, Ferdinando di Orio.

O caso destes quatro jovens é um dos que mais chamou a atenção da Itália, que assiste consternada à tragédia enfrentada pelo país desde ontem, após o terremoto, de 5,8 graus na escala Richter, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) da Itália, que assolou a região de Abruzzo.

O terremoto, registrado por volta das 3h30 locais de ontem (22h30 de domingo pelo horário de Brasília) deixou ainda cerca de mil feridos, cem deles com gravidade, e cerca de 17 mil desabrigados.

Enquanto parte dos moradores de L'Aquila afirma que a tragédia poderia ter sido evitada -porque nos últimos meses diversos tremores foram registrados-, a Procuradoria da cidade italiana abriu uma investigação para estudar possíveis responsabilidades pelos desmoronamentos dos edifícios após o terremoto Para ajudar os desabrigados pela tragédia, o diretor da Agência Tributária italiana, Attilio Befera, anunciou hoje em declarações à emissora "Radio 1" que foram suspensas as cobranças de impostos locais e nacionais para os municípios atingidos.

Enquanto isso, a Defesa Civil avisa aos moradores que desconsiderem uma série de mensagens enviadas por telefone celular alertando sobre um suposto novo terremoto que aconteceria em breve, o que provocou cenas de pânico e obrigou-a a desmentir o trote através dos meios de comunicação.

Por sua vez, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi visitava os desabrigados na cidade de San Demetrio, vizinha a L'Aquila, quando recebeu uma ligação telefônica do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

O primeiro-ministro disse aos jornalistas ter dito para Obama que "ee os Estados Unidos querem dar um sinal clara de sua proximidade com a Itália podem assumir a responsabilidade pela reconstrução dos bens culturais e da igreja".

Perguntado pelos jornalistas sobre a resposta de Obama, Berlusconi afirmou que o presidente americano considerou-a "uma ótima ideia da qual falaremos" quando o primeiro-ministro da Itália for a Washington.

A chamada foi confirmada pela embaixada dos Estados Unidos na Itália, que emitiu uma nota na qual acrescenta que Obama expressou a Berlusconi "suas profundas condolências, e as do povo americano, pelas vítimas do terremoto".

Berlusconi misturou-se entre as pessoas de San Demetrio, apertando mãos, afagando crianças que -no meio da tragédia- gritavam: "Avante, Milan!", ao que ele respondia: "Valente!, mas diga à tua mãe que te leve ao mar, que ali há hotéis".

O primeiro-ministro insistiu aos concentrados para irem à costa: "É Páscoa, fiquem tranquilos, nós fazemos o inventário das casas danificadas, e após alguns dias, pagamos". EFE cps/jp

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