Morto ontem em Paris, filho de Gérard Depardieu não falava com o pai

Bucareste, 14 out (EFE).- O filho de Gérard Depardieu, o também ator francês Guillaume Depardieu, que morreu ontem em Paris de pneumonia, mantinha relações tensas com a família e, pela segunda vez, deixara de falar com o pai, admitiu a um jornal romeno poucos dias antes de morrer.

EFE |

"Deixei de falar com meu pai. Envio-lhe mensagens porque a vida é precária. A vida convida à morte. Mas não importo a eles" (seus parentes), declarou Guillaume Depardieu há dez dias ao jornal romeno "Evenimentul Zilei".

Guillaume Depardieu, que classificou a relação com seus pais "tensa como sempre", morreu ontem aos 37 anos, num hospital de Paris para onde havia sido transferido da Romênia, país onde contraiu uma pneumonia que acabou com sua vida de forma fulminante.

Nascido em 7 de abril de 1971, filho de Gérard e Elisabeth Depardieu e irmão da também atriz Julie Depardieu, o jovem nunca escondeu as difíceis relações com seu pai, que admirava como profissional mas reprovava, entre outras coisas, por suas longas ausências durante sua infância.

Pai e filho se reconciliaram pouco antes que Guillaume Depardieu tivesse uma perna amputada em 2003, devido a uma infecção contraída em uma das diversas operações pelas quais passou devido a um acidente de moto.

O primogênito do veterano ator francês passou os dois últimos meses de sua vida trabalhando na Romênia e em outros países do leste europeu na rodagem do filme "L'enfance d'Icare" ("Copilaria lui Icar", em romeno; "A Infância de Ícaro", em português), com direção de Alexandre Iordachescu.

Co-protagonizado por Alysson Paradis - irmã da cantora francesa Vanessa Paradis -, o filme é uma co-produção entre França, Romênia e Suíça, misturando drama psicológico, suspense e ficção científica.

Prêmio César de melhor ator revelação em 1996, por seu trabalho em "Les apprentis", de Pierre Salvadori, Guillaume Depardieu tinha 20 filmes em sua carreira, os dois últimos ainda em montagem para em entrar cartaz nos cinemas franceses: "Versailles", de Pierre Schoeller, e "Da guerre", de Bertrand Bonello.

Rebelde em sua juventude, Guillaume Depardieu teve problemas com álcool, drogas e gosto pela velocidade extrema, o que lhe levou algumas vezes à prisão, além de lhe causar o acidente que, indiretamente, levou à amputação de sua perna. EFE av/jp

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