Mortes por terremoto e tsunami na Indonésia passam de 400

Desastres deixaram 443 mortos; nas ilhas de Mentawai, há 303 desaparecidos por tsunami seguido por terremoto de 2ª-feira

iG São Paulo |

O número de mortos por causa do terremoto e do tsunami que castigaram a Indonésia subiu nesta sexta-feira para 408, informaram fontes oficiais.

Segundo a Agência Nacional de Controle de Desastres, 303 pessoas continuam desaparecidas e 13 mil estão alojadas em abrigos. Outras 412 estão hospitalizadas por causa de ferimentos causados pela onda gigante que atingiu as ilhas indonésias de Mentawai, após o terremoto de terremoto de 7,7 graus da segunda-feira.

O chefe da missão da Federação Internacional da Cruz Vermelha em Sumatra Ocidental, Hans Bochove, explicou que será "muito, muito difícil" encontrar sobreviventes, pois já se passaram quatro dias desde o terremoto que provocou a onda gigante. Na quinta-feira, um bebê de 18 meses foi encontrado com vida por uma criança de 10 anos em um cano de escoamento.

Bochove disse que a situação ainda está sendo avaliada no arquipélago de 70 ilhas e ilhotas, cuja região sul foi engolida na segunda-feira por uma onda gigante de seis metros de altura que, segundo testemunhas, penetrou mais de meio quilômetro em terra firme.

A localização isolada do arquipélogo, localizado perto do litoral de Sumatra, vem dificultando a entrega de ajuda humanitária aos desabrigados, muitos deles feridos. A Cruz Vermelha enfrenta um problema de logística para distribuir a ajuda nas ilhas, onde centenas voltaram a dormir sem-teto na última noite.

Pouco a pouco chegam água potável, alimentos, barracas de lona e outros produtos básicos para a ilha de Pagai, onde dez vilas foram arrasadas e várias desapareceram. A vila de Detumonga, na ilha de Pagai, foi a mais afetada pelo tsunami, registrando 170 mortos e 270 desaparecidos.

As autoridades indonésias asseguram que o sistema de alarme de tsunamis, dotado de boias para detectar a onda gigante, deixou de funcionar há um mês pela falta de pessoal qualificado para manutenção.

No entanto, um técnico alemão que trabalha no projeto de alerta disse que somente uma das 300 boias distribuídas no mar falhou. "O sistema de alarme antecipado funcionou muito bem, é algo que se pode verificar", indicou Joern Lauterjung, chefe do projeto de alerta de tsunamis indonésio-alemão GeoForschungsZentrum.

De qualquer maneira, todos concordam que as ilhas estavam perto demais do epicentro e foram atingidas pelas ondas em cinco ou dez minutos, o que tornaria inútil qualquer alarme. O sistema foi instalado após o tsunami de 2004, causado por um terremoto de magnitude 9,1 que destruiu cidades litorâneas de uma dezenas de nações banhadas pelo Oceano Índico.

A Indonésia fica sobre o chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica que é atingida por cerca de 7 mil tremores anualmente, a maioria de baixa magnitude e não sentida pela população.

Vulcão

O vulcão Merapi, na ilha indonésia de Java, entrou novamente em erupção nesta sexta-feira, três dias depois de ter deixado 34 mortos e forçado a retirada de cerca de 40 mil pessoas da área.A maioria dos habitantes do local continua em abrigos instalados além do perímetro de segurança.

Em Sidoarjo, uma vila dentro da área de segurança de dez quilômetros de raio em torno da cratera, parentes e amigos enterraram na quinta-feira 20 das 35 vítimas em uma vala comum. Do total de mortes, 25 ocorreram na encosta do Merapi, um dos vulcões mais ativos do arquipélago, enquanto o resto morreu no hospital por causa dos graves ferimentos sofridos.

Dos cerca de 100 feridos, 44 permanecem hospitalizadas em estado grave. Um manto cinzento cobre as casas, árvores e plantações que não foram atingidas pela lava. Nos 400 vulcões da Indonésia, pelo menos 129 estão ativos.

*Com EFE

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