Mortes por gripe no México sobem a 56

Por Anahí Rama CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - A quantidade de mortos pelo surto da nova gripe H1N1 no México subiu para 56, mas a epidemia começou a ceder, disse na segunda-feira o ministro da Saúde, José Angel Córdova.

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Até a véspera, o país havia confirmado 48 mortes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o novo vírus tenha atingido 4.694 pessoas em 30 países.

A maioria das mortes no México ocorreu em 25 de abril, e a última delas foi na quarta-feira passada, disse Córdova a jornalistas. "A epidemia continua em descenso em nível nacional", afirmou.

O ministro da Fazenda, Agustín Carstens, disse que a epidemia deve provocar uma retração adicional de 0,3 ponto percentual no PIB do país. Por causa da crise global, o México já previa uma redução de 4,1 por cento neste ano.

Carstens anunciou um plano de apoio a pequenas e médias empresas que tenham sido afetadas pela suspensão de atividades ou redução da clientela. Serão liberados 14 bilhões de pesos (1 bilhão de dólares) a partir de 15 de maio.

Os grandes bancos do país aceitaram prolongar o vencimento de dívidas de pequenas e médias empresas afetadas pelas medidas de controle do contágio, que praticamente paralisaram a economia em alguns dias das últimas semanas.

Muitas escolas primárias e secundárias retomaram as aulas na segunda-feira, depois de uma suspensão que durava desde 24 de abril. As universidades e escolas preparatórias já haviam voltado na quinta-feira passada.

Mas as crianças voltaram às escolas com máscaras. Funcionários aplicavam desinfetantes em suas mãos e faziam perguntas sobre seu estado de saúde.

"Tudo bem, é para nos proteger, mas é muito incômoda a máscara, me dá ânsias. Além disso, todos nos conhecemos, e não vou deixar de me juntar com as minhas amigas no recreio", disse a estudante Pamela, 10 anos, ao chegar à sua escola, na zona sul da capital.

Mas 8 dos 32 Estados mexicanos decidiram prolongar a suspensão das aulas até 18 de maio, depois de detectar novos casos.

A populosa capital do país permitiu no fim de semana a reabertura de bares, pouco depois de ter autorizado que restaurantes, museus e igrejas voltassem a funcionar.

Estima-se que os setores turístico e gastronômico tenham tido prejuízo de 1,5 bilhão de pesos, e o prefeito Marcelo Ebrard anunciou na segunda-feira uma campanha internacional para atrair os visitantes de volta.

"Trata-se de passar de 5 por cento de ocupação (hoteleira atualmente) para 55 por cento o mais rápido possível, e que não tarde mais de três ou quatro meses para chegar a 100 por cento."

(Reportagem adicional de Luis Rojas, Tomás Sarmiento, Miguel Angel Gutiérrez e Adriana Barrera)

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