Mortes em Honduras foram provocadas por manifestantes, diz governo

O chanceler do governo interino de Honduras afirmou nesta segunda-feira na rádio que foram os manifestantes que mataram duas pessoas durante um ato para receber o presidente destituído Manuel Zelaya, que tentou voltar a Tegucigalpa domingo.

AFP |

"A polícia não fez nenhum disparo", garantiu Enrique Ortez à rádio Cooperativa de Santiago.

As forças de segurança "não têm nenhuma responsabilidade" nas mortes, insistiu o chanceler do presidente designado Roberto Micheletti, destacando que os enfrentamentos registrados durante a manifestação deixaram "10 feridos e, infelizmente, dois mortos".

Expulso do poder pelos militares em 28 de junho, Zelaya tentou domingo voltar a Tegucigalpa, mas o governo interino mandou o exército bloquear a pista do aeroporto. Pelo menos 30.000 pessoas tinham ido ao aeroporto para recebê-lo, e houve uma série de incidentes com as forças da ordem envolvendo tiros e bombas de gás lacrimogêneo. Dois simpatizantes de Zelaya morreram.

"Houve pelo menos dois mortos e dois feridos. A polícia não atirou, foram os militares", afirmou à AFP um delegado de polícia, identificado apenas como Mendoza.

nr/yw

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