Mortes em fronteira de Brasil e Paraguai fazem parte de luta de traficantes

Assunção, 5 set (EFE).- Um novo assassinato hoje em Pedro Juan Caballero, cidade no nordeste do Paraguai, que faz fronteira com Ponta Porã, no estado do Mato Grosso do Sul, faz parte de uma disputa entre grupos de traficantes de drogas que operam na região, segundo o governador do departamento de Amambay, Bartolomé Ramírez.

EFE |

Ramírez afirmou que a morte de um vendedor ambulante, que foi assassinado a tiros em Pedro Juan Caballero por dois homens em uma motocicleta, é produto de uma disputa entre líderes de grupos criminosos, por território ou por dívidas vinculadas ao trafico de drogas.

"Estas pessoas não recorrem a ações executivas. Cobram suas dívidas com balas. É nossa realidade", disse Ramírez a uma emissora de rádio de Assunção.

Esta é a sétima morte violenta ocorrida em duas semanas em Pedro Juan Caballero.

Em Amambay, assim como nos departamentos de Concepción e Canindeyú, também na fronteira com o Brasil, se concentra a maior parte dos cultivos de maconha do Paraguai.

A extensa região de floresta faz parte da rota da cocaína para os Estados Unidos e para a Europa, o que, segundo o governador, atraiu organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC), que controla suas ações de dentro de prisões de São Paulo.

"Ultrapassamos totalmente a capacidade de prever estes tipos de assassinatos", afirmou Ramírez.

O governador considera que a permeabilidade da vigilância no lado paraguaio da fronteira com o Brasil e a falta de um controle mais rigoroso da entrada de drogas no país favorecem as atividades desses grupos. EFE lb/pd

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