Morte de Vieira de Mello incentiva ONU a permanecer em Bagdá

Genebra, 1 set (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou hoje que a única maneira de honrar as vítimas do atentado contra o quartel-general da ONU, que matou o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello e mais 21 pessoas, é permanecer no Iraque.

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"A única maneira de eu poder honrar o legado (das vítimas) é assegurar que as Nações Unidas continuam a ajudar o povo iraquiano, ao mesmo tempo em que protegem os seus funcionários no Iraque", disse Ban em discurso em Genebra.

O secretário-geral participou de uma cerimônia em memória aos 22 funcionários das Nações Unidas que morreram no atentado contra a sede da ONU em Bagdá, em 19 de agosto de 2003.

Segundo Ban, atualmente há 450 trabalhadores locais e 300 internacionais na missão das Nações Unidas no Iraque, situada na chamada Zona Verde de Bagdá, uma das mais seguras.

Além disso, explicou que se trabalha na construção de um edifício fortificado para a segurança dos funcionários.

"Estou determinado a fazer tudo que for possível para garantir que tragédias similares não aconteçam outra vez. Não podemos eliminar o risco, certamente. O mundo em que as Nações Unidas trabalham é cada vez mais perigoso, não menos".

"Não há palavras que façam justiça ao que eles nos deram. Nenhum ato pode compensar a injustiça de suas mortes", afirmou Ban.

Na cerimônia, discursaram a irmã de uma das vítimas e uma sobrevivente do atentado. Ambas fizeram discursos emocionados sobre as conseqüências do ocorrido e a necessidade de manter a presença das Nações Unidas no Iraque. EFE mh/fh/rr

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