Morte de turistas por álcool adulterado preocupa a Turquia

Ancara, 13 abr (EFE).- A Associação Turca de Agências de Turismo pediu ao Governo local um controle mais estrito contra a produção ilegal e o contrabando de bebidas alcoólicas adulteradas, que recentemente causaram a morte de 12 pessoas, entre elas três jovens alemães.

EFE |

Baseassem Ulusoy, diretor da associação, advertiu que a imagem do país corre perigo na Alemanha, junto com a Rússia, o principal país de origem dos turistas que viajam à costa turca hospedando-se em hotéis "all inclusive", cujas diárias incluem toda a comida e bebida que quiserem consumir.

A imprensa turca afirma que alguns desses hotéis servem bebidas clandestinas, o que foi negado pelo diretor-geral do hotel onde haviam se hospedado os alemães mortos, em março.

Segundo ele, os jovens não paravam de beber, e acabaram sendo "excluídos" dos serviços do hotel, indo procurar mais álcool fora do estabelecimento.

Este caso aconteceu em Kemer, cidade turística no sul da Turquia, onde 11 estudantes alemães, que passavam férias celebraram, em meados de março, uma festa na qual beberam grande quantidade de vodca.

Sete deles foram achados em coma horas mais tarde em quartos do hotel; três morreram poucos dias depois e os outros quatro ainda se encontram em estado crítico.

Primeiro, as autoridades turcas disseram que os jovens haviam morrido por consumo excessivo, mas as necropsias realizadas na Alemanha revelaram que a vodca que eles beberam continha álcool metílico (metanol), em vez de etílico, que é o correto.

Poucos dias mais tarde, um turco morreu após beber uma vodca clandestina em Esmirna, no litoral do mar Egeu, enquanto outras oito pessoas faleceram em Bursa, perto de Istambul, por consumir raki adulterado.

O raki é um licor com sabor de anis, considerado a bebida alcoólica mais popular da Turquia, país de maioria muçulmana, mas de forte tradição laica.

Enquanto o poderoso setor turístico local exige um controle mais estrito por parte das autoridades, como forma de atenuar a repercussão negativa, o Ministério de Cultura e Turismo estuda a possibilidade de reduzir os impostos sobre as bebidas alcoólicas para tornar menos atrativa sua produção clandestina.

Na Turquia, o imposto sobre as bebidas alcoólicas é 50% superior à média europeia, uma medida promovida pelo atual Governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan. EFE jk/jp

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