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Morte de Tirofijo é um golpe definitivo contra as Farc, dizem autoridades

Bogotá, 24 mai (EFE).- A morte do máximo líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Manuel Marulanda Vélez, conhecido como Tirofijo, é qualificada na Colômbia de golpe definitivo contra esse grupo rebelde que nos últimos meses sofreu a perda de vários de seus dirigentes.

EFE |

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Militares da Colômbia, o almirante René Moreno, confirmou hoje a morte do máximo chefe das Farc às 18h30 (20h30 de Brasília) do dia 26 de março no departamento de Meta.

O Defensor público Volmar Pérez disse hoje a meios de imprensa colombianos que espera que a morte do chefe guerrilheiro "contribua para propiciar os espaços de paz esperados pelos colombianos".

Assegurou que seu escritório está disposto a ajudar a "construir um cenário de diálogo, propiciar a libertação dos seqüestrados e encontrar os mecanismos indispensáveis para a conquista da paz".

Enquanto isso, o general reformado Fernando Tapias, disse que a morte de Marulanda, pelas causas que sejam, constitui um duro revés para as Farc.

Na sua opinião, sua importância está no fato de que "Marulanda exercia um controle bastante forte sobre as Farc" e que "o primeiro impacto será o fortalecimento das diversas tendências até que designem o sucessor".

O ex-Conselheiro de Paz e governador do departamento (estado) de Santander, Horacio Serpa, disse que a morte de "Tirofijo" é "o golpe mais forte de todos já sofridos pelas Farc".

"'Tirofijo' era não só o comandante, mas o aglutinador, a pessoa ao redor de quem se centravam as tendências, pareceres e pessoas que orientam essa organização", argumentou Serpa.

Acrescentou que o desaparecimento do líder guerrilheiro é "nada mais nada menos, que o descarrilamento evidente da guerrilha (as Farc)".

O ex-comandante das Forças Militares da Colômbia, o general reformado Manuel José Bonnet, expressou que a morte do chefe das Farc "tem um significado simbólico para o narcoterrorismo na Colômbia", e que ele acredita que o líder guerrilheiro estava há muito tempo doente.

Para o analista político, Alejo Vargas, o desaparecimento de Marulanda pode levar a que haja possibilidades para que essa guerrilha possa se recapacitar e inclusive buscar uma saída realista.

O também analista político Pedro Medellín manifestou que com a morte de "Tirofijo", "se dá fim a uma era", mas considera que não é o fim do grupo armado.

Ele disse que Marulanda já não exercia a liderança há uma década, que agora recaía sobre outras pessoas, e que inclusive a morte de "Ivan Ríos" e de "Raúl Reyes" tiveram mais repercussões no seio das Farc.

A ex-ministra da Defesa e senadora da República, Marta Lucía Ramírez, considerou que o desaparecimento de Marulanda não constitui um forte golpe contra as Farc, porque elas estavam em um processo de rretração, desarticuladas, sem unidade de comando. EFE ocm/ma

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