São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou de inaceitável o assassinato de seu colega da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, nesta segunda-feira, e considerou o crime um atentado à democracia do país africano.

Reuters
Vieira ficou no poder por quase 23 anos

Lula comentou sobre o assassinato durante um encontro com o primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, na sede da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

"Nós não podemos nos calar diante de outro atentado a uma democracia incipiente que estava se construindo. Não podemos aceitar este tipo de comportamento. Por isso, protesto contra os eventos na Guiné-Bissau", manifestou.

Em uma nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores demonstrou seu "mais forte repúdio" ao crime, que o Brasil recebeu com "profunda consternação".

Vieira foi assassinado nesta segunda, em Guiné-Bissau, por soldados leais ao chefe do Estado-Maior do Exército, general Tagmé Na Wai, morto no domingo à noite em um atentado atribuído ao governante.

Vieira tinha visitado o Brasil em novembro de 2007, quando almoçou com Lula no Rio de Janeiro.

Brasil e Guiné-Bissau fazem parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), ao lado de Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.


A CPLP anunciou em Lisboa que enviaria uma delegação à Guiné-Bissau para se reunir com representantes do governo desse país, um dos mais pobres do mundo.

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