BERLIM - A morte de uma menina de 3 anos por fome na Alemanha acendeu uma reflexão no país sobre o combate à crescente negligência com as crianças.

A morte da garota em Nuremberg, na segunda-feira, provocou acusações ao governo sobre o fracasso em lidar com o abuso infantil e também abriu espaço para uma condenação aos serviços sociais. Os assuntos vêm à tona a pouco mais de um mês das eleições federais, em 27 de setembro.

Um importante grupo de assistência infantil, o Deutsche Kinderhilfe, chamou Sarah de "mais uma vítima da inação política". Depois disso, a ministra da Família alemã, Ursula von der Leyen, começou a pressionar pela introdução de uma nova lei de proteção às crianças o mais rápido possível.

"A proteção às crianças não pode esperar", disse von der Leyen, mãe de sete filhos, em entrevista à Reuters. "Precisamos que essa lei exista após a eleição."  A tragédia foi apenas mais uma de uma série de incidentes que chamaram a atenção do país durante a campanha eleitoral.

Enquanto Von der Leyen falava, um tribunal na cidade de Chemnitz condenava a 8 anos de prisão por assassinato uma mãe que permitiu a morte de seu filho de 2 anos por sede e fome durante o Natal de 2007.

No mesmo dia, um rapaz de 19 anos era julgado em Nuremberg sob a acusação de torturar o bebê de sua namorada.

Um dia antes, um bebê foi encontrado morto em uma sacola plástica em Stuttgart. Na segunda-feira, autoridades culparam uma mulher de 21 anos da cidade de Biesenthal por matar seus gêmeos recém-nascidos.

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