La Paz, 5 ago (EFE).- As mortes na Bolívia em decorrência da gripe suína aumentaram para 12 com o falecimento de uma médica que recebeu tratamento para a doença durante três semanas, confirmou hoje o Ministério da Saúde do país.

O diretor de Epidemiologia do departamento, Eddy Martínez, disse à Agência Efe que a médica morreu em La Paz, mas foi infectada num hospital da cidade andina de Oruro, onde atendia a pacientes com o vírus AH1N1.

A funcionária foi transferida de Oruro para La Paz em 16 de julho, segundo Martínez, que disse acreditar que a vítima demorou para buscar o atendimento adequado.

"Temos que investigar o que ocorreu, mas obviamente é algo que nos preocupa muito porque envolve trabalhadores da área de saúde", disse o diretor.

Os laboratórios bolivianos também analisam a possibilidade de a morte de outras duas pessoas em La Paz e Santa Cruz estarem relacionadas à gripe.

Segundo dados fornecidos ontem pelo Ministério da Saúde, o número de infectados em todo o país é de cerca de 953, sendo que quase 69% dos casos registrados (652) estão na região de Santa Cruz (leste).

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE ja/fk/sc

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