Morte de Chávez seria golpe duríssimo para região, diz Correa

Presidente do Equador desejou uma 'rápida melhora' ao líder venezuelano que luta contra câncer

iG São Paulo |

EFE
Presidente do Equador, Rafael Correa, fala em uma audiência (19/07/2011)
O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou que se o líder venezuelano Hugo Chávez morresse, a América Latina sofreria um golpe duríssimo. "Seria uma perda enorme, não queria elucubrar sobre isso, pelo menos eu desejo uma rápida melhora de Chávez", declarou, em referência ao estado de saúde do colega venezuelano que sofre com câncer.

"A perda de qualquer ser humano é irreparável, mas de um líder da transcendência de Chávez, que mudou a história da Venezuela, seja ele amado ou não, representaria um golpe duríssimo para a região", completou o equatoriano, em resposta a uma pergunta de um jornalista.

Correa, um dos líderes políticos mais próximos a Chávez, é também seguidor do chamado Socialismo do século 21, ideia proposta pelo presidente venezuelano para o seu governo. A última versão extraoficial sobre a saúde de Chávez foi atribuída ao cirurgião Salvador Navarrete, que disse ter integrado um grupo de médicos que tratou do líder venezuelano em 2002.

Em entrevista publicada no domingo passado pela revista mexicana Milenio, Navarrete afirmou que Chávez tem um "tumor na pélvis muito agressivo" e que "a expectativa de vida pode ser de até dois anos."

O governante foi no domingo passado para Cuba para se submeter a exames médicos após os ciclos de quimioterapia que recebeu depois de passar por uma cirurgia em Havana para a retirada de um tumor maligno no dia 20 de junho.

Chávez afirma que seus exames tem resultados positivos e não voltaram a detectar células malignas, mas se negou a revelar detalhes da doença, que, segundo ele, não é assunto público.

Nesta quarta, o ex-presidente de Cuba Fidel Castro disse que essa semana manteve uma longa conversa com Chávez sobre um "mundo melhor e mais justo". "Expliquei a ele o afã com que dedico as energias que me restam aos sonhos de um mundo melhor e mais justo", assinalou Fidel em mais um artigo publicado nesta quarta pela imprensa local.

"Não é difícil compartilhar sonhos com o líder bolivariano quando o império já mostra os sintomas inequívocos de uma doença terminal", afirma Fidel, em clara referência aos EUA e seus aliados.

O líder cubano destacou que as nações emergentes como a China e a Rússia, com seu crescente protagonismo internacional, poderão "alcançar o objetivo de lutar por um mundo melhor" junto aos países subdesenvolvidos. Fidel disse a Chávez que "a Venezuela, por seu extraordinário desenvolvimento educacional, cultural, social, seus imensos recursos energéticos e naturais, vai se converter em um modelo revolucionário para o mundo".

"Vejo com clareza, Hugo, que a Revolução Bolivariana em brevíssimo tempo pode criar emprego, não apenas para os venezuelanos, como também para seus irmãos colombianos, um povo trabalhador, que, junto com vocês, lutou pela independência da América, 40% dos quais vivem na pobreza", concluiu.

Com AFP e EFE

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