Mortalidade infantil caiu 14% na África em 25 anos

Madri, 16 jun (EFE).- A mortalidade infantil caiu 14% nos últimos 25 anos na África Subsaariana, a região do planeta onde uma criança tem menos chances de sobreviver, segundo o relatório O Estado da Infância na África, elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

EFE |

As deficiências nos sistemas de saúde e a desnutrição são as principais causas da alta taxa de mortalidade infantil no continente africano, onde a cada dia morrem 14 mil crianças.

Uma em cada seis morre antes de completar cinco anos de idade, diz o documento apresentado hoje em Madri.

Segundo a diretora-executiva do Comitê Espanhol do Unicef, Paloma Escudero, o relatório ressalta a importância de se investir em sistemas de integração de saúde locais com o objetivo de "conseguir que o acesso à saúde não seja um luxo, mas chegue a todos os cidadãos da África".

Em sua opinião, apesar de os US$ 10 bilhões que teriam de ser destinados ao tratamento de quatro milhões de crianças africanas em risco de morte parecer muito, na verdade "não é nada" comparado com o "trilhão de dólares investido pelos Estados Unidos e pelo Banco Central Europeu (BCE) para atenuar a crise financeira".

O assessor especial para o secretário-geral das Nações Unidas na luta contra a malária, Alan Court, citou como outros problemas que dificultam a sobrevivência dos jovens na África os conflitos e as guerras e, sobretudo, a crise dos alimentos.

"A inflação no preço dos alimentos e o menor gasto familiar para poder comer atingirá mais as crianças e causará problemas de desnutrição", completou. EFE tr/rb/db

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