Morrem as siamesas de Gaza que estavam na A.Saudita para serem separadas

Riad, 11 abr (EFE).- As duas irmãs siamesas palestinas da Faixa de Gaza que chegaram à Arábia Saudita para serem separadas morreram neste sábado por complicações médicas, informou um comunicado da equipe médica responsável pelo tratamento hoje pelos meios de imprensa sauditas.

EFE |

Rital e Ritag abu Asi saíram de Gaza em 6 de abril e pouco depois foram internadas no Hospital Rei Abdulaziz, em Riad, para serem separadas, mas a operação apresentava complicações porque as meninas compartilhavam vários órgãos.

A equipe que fazia o atendimento dos bebês, com duas semanas de idade, reconheceu ontem que era impossível separá-las, e anunciou que seu estado de saúde era precário devido as graves infecções bacterianas e nos bronquios.

O ministro da Saúde saudita, Abdala al Rabiaa, no comunicado distribuído ontem à noite e divulgado hoje pela imprensa local.

Os exames feitos nas meninas, que nasceram em 27 de março, indicavam que elas tinham dois corações que funcionavam como um só, e compartilhavam o sistema digestivo e o fígado.

"Casos como estes não sobrevivem", reconheceu ontem o ministro da Saúde ao divulgar o primeiro boletim médico sobre o estado das siamesas.

O pai das meninas, Yasser abu Asi, tinha pedido ajuda às autoridades de saúde e, após conhecer o caso, o rei Abdullah da Arábia Saudita ordenou que as bebês fossem atendidas em uma clínica de Riad especializada.

A partir de Gaza, o pai havia se queixado que suas filhas deviam ter viajado à Arábia Saudita antes e que a razão do atraso foi a luta de poder entre o movimento islamita Hamas, que controla Gaza, e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) que governa na Cisjordânia.

"Fui vítima das diferenças entre o Fatah (movimento que lidera o presidente da ANP, Mahmoud Abbas) e Hamas", disse o pai em Gaza.

Abu Asi assinalou que cada um dos dois Ministérios de Saúde palestinos aos que solicitou ajuda esperavam ser contatados pela Arábia Saudita.

A isso se uniu o bloqueio que sofre Gaza há mais de três anos por parte de Israel, por isso que foi necessário conseguir as permissões correspondentes do Egito para que pudessem sair pela passagem na fronteira de Rafah, que só é aberta ocasionalmente. EFE ms/dm

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