Morre Walter Cronkite, lenda do jornalismo nos EUA

O âncora Walter Cronkite, lenda do jornalismo dos Estados Unidos ¿ que entre outros eventos informou sobre o assassinato do presidente John Kennedy em 1963 ¿, morreu hoje aos 92 anos, anunciou a rede de televisão CBSNews. O jornalista, considerado o mais confiável dos EUA, estava em casa, em Nova York, acompanhado por toda a família.

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Pessoas próximas disseram que o jornalista sofria de um problema cardiovascular, e o canal de televisão informou recentemente que sua saúde tinha piorado de maneira considerável nos últimos dias.

EFE
Cronkite, ícone do jornalismo
Ícone do jornalismo americano, Cronkite foi também o responsável por informar os americanos sobre outros grandes fatos da história contemporânea, como a chegada do homem à Lua e a Guerra do Vietnã. Foi ele quem noticiou o assassinato do ativista dos direitos civis Martin Luther King, os distúrbios raciais e as manifestações contra a guerra, assim como o caso Watergate, que desencadeou na saída do poder do presidente Richard Nixon.

Os americanos lembram dele, sobretudo, como o âncora que se atreveu a interromper um popular programa de televisão e pedir aos gritos uma câmera para falar sobre o atentado contra Kennedy.

Nascido no estado do Missouri, Cronkite viveu a infância em Kansas City e estudou na Universidade do Texas, em Austin. Foi repórter de uma agência de notícias americana e depois correspondente de rádio durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1962 entrou na "CBS", canal em que ficou até 1981.]

Walter Cronkite, para os americanos o homem da notícia no século XX, deixa duas filhas, Nancy Elizabeth e Mary Kathleen, seu filho Walter Leland, e quatro netos.

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