Morre uma das irmãs siamesas separadas em Londres

Londres, 3 dez (EFE).- Uma das irmãs siamesas nascidas em 26 de novembro em Londres morreu na noite de ontem, depois que os médicos tentaram separá-las, informaram hoje os responsáveis do hospital Great Ormond Street.

EFE |

O médico Agostino Pierro explicou à imprensa que a siamesa Hope (Esperança, em inglês), morreu porque seus pulmões não conseguiram superar a operação.

Sua irmã Faith (Fé) segue estável e se confia em que ela sobreviva após a intervenção à qual foi submetida após a operação, na qual foi necessária uma cirurgia mais intensa para fechar seu abdômen, em processo que se prolongou por 11 horas.

As meninas nasceram unidas pelo peito e compartilhavam o fígado e parte do sistema digestivo, mas tinham corações e sistemas respiratórios separados.

Os médicos haviam pensado inicialmente esperar mais tempo para que as meninas crescessem e estivessem melhor preparadas para a operação, mas o estado delas piorou e decidiram intervir.

"Foi uma operação de emergência, porque se bloqueou o intestino que compartilhavam e isto só se podia resolver com a separação", indicou Pierro, afirmando que "os pais estão enfrentando muito bem" a perda e agradeceu seu apoio aos médicos.

Mais de 20 pessoas participaram da cirurgia, que Pierrô considerou uma dos mais difíceis de sua vida profissional.

Os casos de siameses são muito raros e se dão em um de cada 200 mil nascimentos, e somente em um de cada 400 mil casos os bebês seguem vivos após nascer.

A mãe, Laura Williams, uma jovem de 18 anos, soube desde 12 semanas de gestação que esperava siameses, mas negou-se a interromper a gravidez.

Seu caso recebeu atenção especial por ela se tornar a mãe mais jovem de siamesas de que se tem notícia no mundo.

Em entrevista ao jornal "Mail on Sunday" antes do parto, ela disse que um médico lhe falou que "devia me desfazer delas, porque terminariam morrendo dentro de mim, ou antes das 16 semanas de vida, além de eu talvez passar a não poder mais ter filhos".

Lauta chamou-as de Hope e Faith porque "sempre tinha a esperança que tudo iria bem e minha mãe sempre teve fé nelas". EFE fpb/jp

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