Morre um dos principais chefes do Hamas em ataque israelense em Gaza

ISRAEL - Um dos principais chefes do Hamas, Nizar Rayan, foi morto nesta quinta-feira em um ataque aéreo israelense no norte da Faixa de Gaza, anunciaram os serviços de socorro palestinos.

Redação com agências internacionais |

Nizar Rayan, um dos líderes da ala mais radical do Hamas, foi morto com pelo menos quatro pessoas na casa onde vivia com uma de suas quatro mulheres, em Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, acrescentaram as fontes.

Rayan é o mais alto responsável do Hamas morto por Israel desde o início de sua ofensiva contra o movimento islâmico em Gaza, sábado.

Exército quer ataques terrestres

O Exército israelense propôs ontem ao governo o lançamento de uma incursão terrestre de peso , mas relativamente curta, na Faixa de Gaza, publica nesta quinta-feira o jornal "Ha'aretz".

Ontem, na reunião do gabinete de segurança - que reúne às lideranças política e militar -, o comando militar recebeu sinal verde para continuar sua ofensiva em Gaza, que já deixou mais de 400 mortos e 2.000 feridos.

Há alguns dias, Israel mantém posicionados centenas de soldados e tanques em torno da Faixa de Gaza para uma eventual incursão terrestre que complemente os bombardeios aéreos e navais. Além disso, mobilizou milhares de reservistas.

Na liderança do Exército predomina a opinião de que é necessário pressionar ainda mais o Hamas - que controla Gaza - para alcançar um cessar-fogo durável em termos mais favoráveis para Israel que o que as duas partes mantiveram desde junho até o dia 19 de dezembro.

A chefe da diplomacia israelense, Tzipi Livni, defende, por outro lado, deixar aberta a crise, de forma que Israel tenha as mãos livres para responder a qualquer ataque palestino, diz a publicação.

Fumaça é vista na Faixa de Gaza, após ataque israelense
Fumaça é vista na Faixa de Gaza, após ataque israelense

Esforços diplomáticos

Israel rejeitou ontem uma proposta francesa de declarar uma "trégua humanitária" de 48 horas em Gaza, pois "permitiria ao Hamas se preparar melhor para o combate e o lançamento de foguetes" contra o sul de Israel, disse Andy David, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores.

O Hamas, por sua vez, se disse preparado para estudar propostas de cessar-fogo, desde que isso "traga a suspensão imediata da agressão e termine com o bloqueio (à área controlada pelo Hamas)", segundo Ayaman Taha, representante do grupo.

Com os palestinos cada vez mais enfurecidos com a ofensiva, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, defendeu que o conflito termine "imediatamente" e afirmou que Israel é "totalmente responsável" pela violência.


Base policial do Hamas destruída após bombardeio de Israel, em Gaza

Sem acordo na ONU

O Conselho de Segurança das Nações Unidas não conseguiu chegar a um consenso sobre uma resolução pedindo um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Um esboço de resolução, apresentado em uma reunião de emergência a pedido da Liga Árabe, acabou não sendo submetido formalmente a votação por causa de divergências entre os representantes dos países que integram o conselho.

Embaixadores de Estados Unidos e Grã-Bretanha reclamaram que o texto, apresentado por Líbia e Egito, não fazia referência aos ataques palestinos contra Israel que, segundo eles, motivaram a atual ofensiva israelense.

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