Morre segurança baleado no Museu do Holocausto em Washington

WASHINGTON - O segurança baleado no tiroteio que ocorreu na manhã desta quarta-feira no museu do Holocausto, em Washington, morreu três horas após ser hospitalizado.

Redação com agências internacionais |


Polícia cerca museu em Washington / AP

Os funcionários do hospital estão tentando localizar a família da vítima e não deram outros dados. O autor do tiroteio, um homem de 88 anos cuja identidade ainda não foi confirmada, segue internado em estado grave.

Às 12h52 (horário de Brasília), o homem entrou no museu, situado a três quadras da Casa Branca, e disparou com uma espingarda contra um segurança, conforme confirmou o sargento David Schlosser, da Polícia de Parques dos Estados Unidos. Imediatamente depois, "um ou mais guardas de segurança" atiraram contra o idoso.

O suspeito foi identificado por vários agentes anônimos como James W. von Brunn, um homem de 88 anos vinculado a grupos de defesa da supremacia branca e veterano na Segunda Guerra Mundial, que ficou seis anos na cadeia por tentar sequestrar policiais federais. Após o tiroteio, a polícia ordenou o esvaziamento imediato do museu e interrompeu o tráfego nos arredores.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está "consternado" e "preocupado" com o ataque ao museu, cujo desenvolvimento acompanha com atenção.

O museu conta com um forte esquema de segurança, com guardas armados posicionados dentro e no exterior do local. Todos os visitantes devem passar por detectores de metais na entrada e todas as mochilas e bolsas são colocadas em máquinas de raio-x.

Localizado perto de vários outros museus, o Museu Memorial do Holocausto é uma atração turística popular da capital norte-americana. Ele atrai cerca de 1,7 milhão de visitantes por ano.

"Ouvi um barulhão"

Angela Andelson, 22 anos, que mora em São Francisco e está visitando a capital americana, contou ter ouvido por volta de cinco tiros. "Eu estava na entrada (do museu) quando o atirador entrou. Eu estava andando em direção à saída, do outro lado da entrada", disse.

"Ouvi um tiro, um barulhão, como se alguém tivesse deixado cair algo. Então eu me virei para olhar, e vi todos esses seguranças se abaixando. Olhei de novo e vi o atirador entrando, com uma arma longa, parecia. Eu corri para dentro de uma das salas para me proteger", relatou.

"Ouvi o primeiro tiro. Quando me virei e olhei, houve pelo menos mais dois ou quatro tiros", continuou Andelson. "As pessoas gritavam e se abaixavam no chão, entrando debaixo dos bancos".

(Com informações de EFE e Reuters)

Leia mais sobre Estados Unidos

    Leia tudo sobre: estados unidos

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG