Morre quinto policial atacado há 2 dias pelo Sendero Luminoso

Lima, 28 nov (EFE).- Um policial ferido em um atentado na região florestal peruana de Tingo María morreu hoje, aumentando para cinco os mortos nesse ataque, que a Polícia considera uma vingança pela morte de um líder terrorista.

EFE |

Segundo informou um parente à emissora de rádio Programas del Peru (Programas do Peru), o suboficial Próspero Martínez morreu de ser levado, ontem, a um hospital da capital peruana Lima.

Ele havia sido transferido junto com os restos mortais de seus quatro companheiros, assassinados em uma emboscada de remanescentes do Sendero Luminoso em aliança com o narcotráfico, na quarta-feira.

Outros três policiais feridos no ataque permanecem internados em hospitais de Lima.

Fontes da investigação assinalaram ao jornal "La República" (A República) que este ataque é uma vingança do Sendero Luminoso pela morte em 27 de novembro de 2007 de Epifanio Espíritu, conhecido como "camarada JL" e considerado número três da organização terrorista.

Precisamente, o "camarada JL", braço direito do "camarada Artemio", último chefe histórico do Sendero Luminoso que segue em liberdade, era o principal responsável da organização na região de Huallaga, onde aconteceu o atentado e é um dos focos de cultivo e o tráfico de drogas no país.

Além disso, a Polícia não descarta que o atentado também tenha sido represália pelo aumento das apreensões de combustível ilegal às máfias de traficantes, que teriam solicitado ao Sendero que organizasse a emboscada.

Nos últimos dois meses, o Sendero Luminoso cometeu quatro atentados a forças policiais e militares, matando 23 pessoas.

No último dia 16, às vésperas da Cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (Apec), que reuniu em Lima aos principais governantes da região, uma emboscada matou três policiais mortos em Ayacucho, enquanto em outubro outros dois ataques na mesma região mataram 17 pessoas, 15 delas militares.

Parentes dos mortos denunciaram à imprensa, após a chegada ontem a Lima dos policiais mortos no último atentado, que as forças da ordem que operam em Huallaga "são carne de canhão" (expressão usada para designar aqueles cujo risco de morte é muito alto) e que seus superiores os mandam a patrulhar essa região tão conflituosa sem equipamento nem preparação adequados. EFE amr/jp

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