Toronto (Canadá), 18 fev (EFE).- John Babcock, o último soldado canadense sobrevivente da Primeira Guerra Mundial, morreu hoje aos 109 anos, informaram as autoridades do país.

Babcock, nascido em 23 de julho de 1900, se apresentou como voluntário para lutar na Europa. Enviado à França, não participou das frentes de combate, pois, após o alistamento, foi descoberto que ele tinha apenas 16 anos. Por isso, passou toda a guerra cavando trincheiras ou em outras funções longe da frente de batalha.

O veterano era o último sobrevivente dos 650 mil canadenses que serviram na Primeira Guerra Mundial. Cerca de 65 mil morreram durante o conflito, enquanto outros 170 mil ficaram feridos.

O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, disse através de um comunicado que "a morte de Babcock marca o final de uma era. Como nação, honramos seu serviço e choramos sua morte".

A governadora geral do Canadá e comandante das Forças Armadas, Michaël Jean, que atua como chefe do Estado em representação da Rainha da Inglaterra, disse que, representando todos os canadenses, prestava "as mais profundas condolências à sua família e aos muitos amigos que choram sua morte".

Na década de quarenta, Babcock se naturalizou americano e perdeu a cidadania canadense. Desde então viveu nos Estados Unidos. Em 2008, aproveitou um encontro com o ministro canadense de Veteranos para solicitar ao Governo a restituição de sua nacionalidade.

Segundo veículos de comunicação locais informaram na época, Babcock escreveu em um guardanapo: "Querido primeiro-ministro, poderia devolver minha cidadania? Apreciaria muito sua ajuda. Grato.

John Babcock".

Harper recebeu a nota e o Governo devolveu ao veterano sua nacionalidade canadense. Casado por duas vezes, a segunda dela quando tinha mais de 70 anos de idade, teve um filho e uma filha.

Babcock morreu em sua casa, na localidade americana de Spokane, no estado de Washington. EFE jcr/fm

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.