Morre no Reino Unido um dos últimos veteranos da Primeira Guerra Mundial

O britânico Harry Patch, o último veterano da Primeira Guerra Mundial a ter lutado nas trincheiras, faleceu neste sábado aos 111 anos, anunciou o estabelecimento em que estava hospedado.

AFP |

Patch combateu durante a famosa Batalha de Passchendaele, na Bélgica, em 1917, na qual morreram cerca de 500.000 soldados. Convocado para servir aos 18 anos, ele integrou a 7ª divisão de infantaria leve do Duque de Cornualha.

"Harry Patch era o último veterano a ter servido nas trincheiras", ressaltou o ministério britânico da Defesa em comunicado.

Patch também era o decano da Grã-Bretanha desde a morte recente de Henry Allingham, aos 113 anos. Allingham era o decano da humanidade.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, se referiu neste sábado a um "grande homem". "A mais nobre de todas as gerações nos deixou, mas eles nunca serão esquecidos", declarou.

Com a morte de Patch, restam apenas dois veteranos da Primeira Guerra Mundial em todo o mundo: o britânico Claude Choules, 108 anos, que mora atualmente em Perth, no oeste da Austrália, e o americano Frank Buckles, também com 108 anos. No entanto, nenhum dos dois combateu nas trincheiras. Choules era da Royal Navy e Buckles era enfermeiro antes de ser encarregado de vigiar e escoltar prisioneiros alemães.

Um canadense de 109 anos, John F. Babcock, também é considerado veterano da Primeira Guerra Mundial, mas não combateu. Ele estava encerrando seu treinamento quando a guerra acabou. Mora atualmente nos Estados Unidos.

kah/yw

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