Morre Mildred Loving, ativista contra a segregação racial nos EUA

Washington - Mildred Loving, uma mulher negra que enfrentou nos anos 60 a proibição de casamentos inter-raciais no estado da Virgínia e fez com que a Suprema Corte anulasse essas leis nos Estados Unidos, morreu aos 68 anos, anunciou hoje sua filha Peggy Fortune.

EFE |

Fortune informou a morte de sua mãe, que aconteceu na sexta-feira, mas não forneceu a causa do falecimento.

Loving entrou para a história dos direitos humanos nos EUA quando, em 1967, a Suprema Corte reconheceu seu direito de se casar com um homem branco chamado Richard.

O principal órgão judicial americano aboliu então a proibição a casamentos inter-raciais que existia em muitos estados do país.

Loving tinha 11 anos quando começou a sair com Richard, que tinha 17 anos quando a conheceu.

A jovem ficou grávida alguns anos depois e se casou em Washington, em 1958, quando tinha 18 anos. Poucas semanas depois retornaram à Virgínia e foram detidos. O casal teve de deixar o estado para evitar a prisão.

Após o veredicto, retornaram a seu estado natal, onde criaram seus três filhos, Donald, Peggy e Sydney. Richard Loving morreu em 1975, em um acidente de trânsito.

Vários atos acontecem todos os anos nos EUA no dia 12 de junho, aniversário do histórico veredicto da Suprema Corte.

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