Yma Sumac, a soprano peruana conhecida internacionalmente por sua vasta extensão vocal, morreu aos 86 anos. Famosa por suas versões modernas de canções folclóricas peruanas, Sumac morreu de câncer do cólon em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde vivia há 60 anos A cantora impressionou o público com sua voz, cuja extensão tinha mais de quatro oitavas.

Seu cabelo negro e roupas extravagantes fizeram dela uma figura popular entre platéias americanas na década de 50.

"Com roupas que lhe davam a aparência de uma princesa inca, ela era uma fantasia musical em cores na Hollywood do pós-guerra", disse o correspondente da BBC em Lima, Dan Collyns.

Sumac valorizava suas raízes andinas, dizendo ser descendente do imperador inca Atahualpa.

Segundo o correspondente, a imprensa do Peru rendeu várias homenagens à única peruana que teve seu nome incluído na Calçada da Fama, em Hollywood.

Carreira
Nascida Zoila Augusta Emperatriz Chavarri del Castillo, em Cajamarca, no norte do Peru, ela mudou seu nome para Yma Sumac - "que linda" na língua indígena quechua.

Mas se os mitos sobre sua origem despertam dúvidas, a voz era realmente extraordinária, diz Collyns.

Sumac encantou platéias da Europa ao Japão, estrelou musicais da Broadway e fez papéis exóticos em vários filmes de Hollywood, atuando ao lado de grandes estrelas, como o ator americano Charlton Heston.

Sua carreira entrou em declínio na década de 60, mas foi revivida nos anos 90 quando sua música foi usada na trilha do filme O Grande Lebowski, dos irmãos Coen.

Pouco antes de sua morte, Sumac disse que queria ser lembrada como alguém que fez boa música e trouxe alegria ao público.

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