Morre escritor russo Alexander Solzhenitsyn

O escritor russo Alexander Solzhenitsyn morreu neste domingo, aos 89 anos, segundo a agência de notícias russa Itar-Tass. Solzhenitsyn, prêmio Nobel de Literatura em 1970, era um crítico feroz do regime de Josef Stalin na antiga União Soviética, e viveu durante 20 anos no exílio.

BBC Brasil |

Ainda jovem, quando servia no Exército durante a Segunda Guerra Mundial, Solzhenitsyn foi denunciado por suas críticas ao regime de Stalin e passou oito anos preso em um Gulag, como eram chamados os campos de trabalho forçado, antes de ser exilado no Casaquistão.

Seu primeiro romance, Um Dia na vida de Ivan Denisovich, de 1962, contava a história de um prisioneiro político e foi aclamado pela crítica.

Aquela que é considerada sua obra-prima, Arquipélago Gulag, teve o primeiro volume publicado em 1973, em Paris.

Solzhenitsyn foi considerado traidor e exilado. Ele deixou a então União Soviética em 1974 e permaneceu 20 anos no exílio, nos Estados Unidos, onde completou os outros dois volumes de Arquipélago Gulag.

Após voltar à Rússia, em 1994, Solzhenitsyn se dedicou a escrever sobre a história e a identidade russa, causando polêmica com suas críticas à corrupção política e aos valores da rússia pós-comunista.

O filho de Solzhenitsyn, Stepan, disse à Itar-Tass que seu pai morreu por volta das 23h45 de domingo (16h45 em Brasília), em sua casa nos arredores de Moscou, onde vivia com a mulher, Natalya.

Segundo a agência russa, Stepan disse que o pai sofreu um enfarto. No entanto, outras fontes afirmam que o escritor, que tinha pressão alta, foi vítima de um derrame cerebral.

O presidente russo, Dmitry Medvedev, enviou condolências à família do escritor, segundo um porta-voz do Kremlin.

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