Buenos Aires, 11 jun (EFE).- O ex-chefe operacional do grupo ultradireitista argentino Aliança Anticomunista Argentina (Triplo A), Rodolfo Almirón, acusado de crimes de lesa-humanidade, faleceu aos 73 anos em um hospital de Buenos Aires, informaram hoje fontes judiciais.

Almirón liderou o Triplo A, organização que entre 1973 e 1975 cometeu ao redor de mil assassinatos durante o mandato da ex-presidente argentina María Estela Martínez de Perón - mais conhecida como Isabelita Perón - e de seu ministro do Bem-estar Social, José López Rega.

Segundo fontes judiciais consultadas pela Agência Efe, Almirón, que cumpria prisão domiciliar, foi transferido há algumas semanas ao hospital Ramos Mejía devido a uma piora em seu estado de saúde.

Após a queda de López Rega, Almirón fugiu para a Espanha, onde foi detido no final de 2006 com o objetivo de ser extraditado à Argentina.

Ao retornar, foi levado a um presídio e processado por pelo menos 12 crimes, mas não chegou a ser condenado e conseguiu o regime de prisão domiciliar devido à gravidade de seu estado de saúde após uma embolia cerebral.

Segundo a causa aberta pelo juiz argentino Norberto Oyarbide, López Rega foi o "supervisor político" do Triplo A e Almirón atuou como "responsável militar" do grupo.

O processo judicial contra o grupo, no qual Isabelita Perón também está acusada, foi aberto há três décadas, fechado em 1989 e reaberto em 2007, quando o Governo do ex-presidente Néstor Kirchner aboliu as leis de perdão e os indultos concedidos a repressores acusados de crimes de lesa-humanidade. EFE mar/bba

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