Um bebê seriamente doente, cujos pais perderam a batalha legal para manter vivo com a ajuda de aparelhos, morreu neste sábado na Grã-Bretanha. O bebê de nove meses, conhecido como Baby OT, tinha um raro distúrbio metabólico, havia sofrido danos cerebrais e falência respiratória, e estava constantemente com dor.

Os pais haviam apelado contra uma decisão da Suprema Corte, em Londres, que afirmou que era de interesse do menino que fossem retirados os "tratamentos para a manutenção de sua vida".

O bebê não conseguiu respirar sozinho e morreu depois que os médicos desligaram os aparelhos.

Seus pais disseram estar "profundamente desolados" com a decisão e afirmaram que a vida de seu "belo menino" valia a pena ser preservada.

"Durante o curto tempo em que esteve conosco, OT se tornou o foco de nossas vidas. Nós estávamos presentes em seus últimos momentos, junto com o resto da família", disse o casal através de seu advogado.

"Ele morreu em paz. Nós sentiremos muito sua falta e gostaríamos de dizer que estamos orgulhosos de ter conhecido nosso filho em sua curta vida."
Na quinta-feira, a Suprema Corte havia dado a médicos de um hospital que não foi identificado o poder de desligar o aparelho que ajudava o bebê a respirar e o mantinha vivo.

Na sexta-feira, dois juizes da Corte de Apelação se recusaram a dar ao casal permissão para contestar a decisão, que foi tomada pela juíza Justice Parker após dez dias de processo.

O bebê, seus pais e o hospital envolvido no caso não podem ser identificados por determinação judicial.

Segundo o professor Sam Leinster, da Escola de Medicina da Universidade de East Anglia, "o tribunal tinha a responsabilidade de pesar todas as evidências apresentadas".

"Há uma crença entre nós (...) de que a medicina tem a resposta para tudo. Mas, infelizmente, há ocasiões em que a medicina não pode fazer nada", disse à BBC.

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