Washington, 23 ago (EFE) - O bebê que nasceu na semana passada por uma cesariana de emergência feita em Donnette Sanz, uma agente de trânsito atropelada por dois veículos em Nova York, morreu no hospital, informaram as autoridades. Sanz, de 33 anos, estava grávida de sete meses quando foi atropelada por uma van quando atravessava uma rua no Bronx em 14 de agosto, em um caso que ganhou manchetes nos jornais nova-iorquinos. O impacto lançou a mulher no chão, onde caiu na frente de um ônibus escolar que também a atropelou. Dezenas de pessoas se uniram para levantar a frente do ônibus e retirar Sanz debaixo do veículo, em um ato que foi qualificado de heróico pelas autoridades da cidade.

A mulher foi levada ao Hospital St. Barnabas, onde, através de uma cesariana, nasceu o bebê chamado Sean Michael Justin Sanz. A mãe morreu duas horas depois.

Sean, que veio ao mundo pesando 1,5 quilo, teve hemorragia no cérebro e, na terça-feira, foi levado ao hospital New York-Presbyterian, onde morreu nesta sexta-feira.

"Desde o momento em que Donnette foi atropelada, dezenas de nova-iorquinos se reuniram para tentar salvá-la e ao bebê, que não tinha nascido ainda", afirmou o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.

"Os pedestres que, heroicamente, tiraram Donette de baixo de um ônibus escolar no Bronx não só levantaram cinco toneladas de metal e vidro, também elevaram os espíritos de toda a nossa cidade", acrescentou.

"Nossos corações e nossas orações estão com o pai do bebê, Rafael Sanz, e com todos os entes queridos de Donnette", acrescentou o prefeito.

O comissário de Polícia Raymond Kelly expressou sua "profunda tristeza pela perda de Sean Michael Sanz tão perto da de sua mãe, cujo serviço à cidade de Nova York e ao Departamento de Polícia não será esquecido".

O motorista da van, Walter Walker, de 72 anos, que, segundo as autoridades, tem um longo histórico de infrações de trânsito, não respondeu às acusações de homicídio criminoso por negligência, afirmou o advogado desse, Michael Torres.

Walker disse ao jornal "New York Post" que a van perdeu o freio e que nada pôde fazer para evitar o atropelamento.

"O sinal ficou vermelho e não podia parar. Tentei desviar dela, mas ela parou e eu a atropelei", explicou o motorista, que ajudou a levantar o ônibus para tirar a mulher. EFE jab/db

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