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Morre aos 95 anos Budd Schulberg, roteirista de Sindicato de Ladrões

Los Angeles (EUA), 6 ago (EFE).- O americano Budd Schulberg, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original em 1955 por Sindicato de Ladrões (1954), morreu nesta quarta-feira aos 95 anos em Nova York, após uma vida dedicada ao cinema, à literatura e ao boxe.

EFE |

Filho de um ex-presidente dos estúdios Paramount, Schulberg foi testemunha do crescimento de Hollywood, da passagem do cinema mudo para o sonoro e dos registros em preto e branco para os coloridos.

Responsável pelas histórias de alguns dos clássicos mais memoráveis da telona, o roteirista e escritor também foi vítima da face mais amarga de uma incipiente Hollywood em plena perseguição comunista.

Seu romance de estreia, "O Que Faz Sammy Correr?" (1941), considerado atualmente como uma das melhores obras sobre os primeiros anos da indústria do cinema, despertou a ira de seus companheiros de profissão.

Um de seus principais detratores foi John Wayne, estrela de filmes de faroeste, com quem chegou a brigar na cidade mexicana de Puerto Vallarta depois que o gigante "cowboy" desafiou o baixinho Schulberg para um combate.

Foi a segunda das quatro mulheres do roteirista que evitou que o encontro com Wayne acabasse mal, depois de separar os dois adversários quando o ator já tinha agarrado o escritor pela cabeça.

Simpatizante das ideias marxistas, Schulberg foi inclusive alvo de alguns pedidos de deportação feitos por colegas de seu próprio ramo.

Superados os anos mais difíceis de sua existência em Hollywood e após depor no Comitê de Atividades Antiamericanas no começo dos anos 50, este nova-iorquino nascido em 1914 soube ganhar novamente o respeito de seus companheiros com o premiado "Sindicato dos Ladrões".

O filme ganhou oito estatuetas do Oscar, entre eles um para seu roteiro, outro para o diretor Elia Kazan e outro para o protagonista, Marlon Brando.

Em 1956, chegaria "A Trágica Farsa", adaptação do romance homônimo publicado por Schulberg em 1947, que serviu para o roteirista unir sua paixão pelo boxe com sua dedicação à sétima arte.

Nesse filme, Humphrey Bogart encarna um repórter de esportes contratado para promover uma promissora estrela dos ringues.

Schulberg deixa dois filhos e a mulher, Betsy. EFE fmx/bba

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