Morre a italiana que estava em estado vegetativo havia 17 anos

Roma, 9 fev (EFE).- A italiana Eluana Englaro, de 38 anos, morreu hoje, às 20h10 locais (17h10 de Brasília), após 17 anos em estado vegetativo e uma longa briga na Justiça para que permitissem sua eutanásia, informaram fontes locais.

EFE |

O pai de Eluana, Giuseppe Englaro, foi informado da morte da filha pelo anestesista Amato de Monte. Quando soube da notícia, disse: "Só quero ficar sozinho".

Eluana morreu na clínica La Quiete, em Udine, enquanto o Senado italiano debatia um projeto de lei para impedir que sua alimentação fosse suspensa.

Durante o debate parlamentar, o presidente da casa, Renato Schifani, foi informado da morte da jovem. Depois de tomarem conhecimento do fato, todos os senadores se puseram de pé e fizeram um minuto de silêncio.

Em seguida, Schifani expressou sua solidariedade a Giuseppe e disse que "este é um momento de reflexão no qual todos, a começar pelos políticos, devem pensar sobre o direito à vida e à morte".

Já o vice-líder da ala conservadora do Senado, Caetano Quagriello, tomou o microfone e disse que "Eluana não morreu, mas foi assassinada".

Em resposta, a senadora Ana Finnochiaro, do Partido Democrata, acusou os conservadores de estarem "fazendo o enésimo ato de carniça política sobre a morte de Eluana".

A Câmara dos Deputados também fez um minuto de silêncio pela morte de Eluana, que, dentro do processo iniciado para abreviar sua vida, chegou a completar três dias sem alimentos nem hidratação na clínica La Quiete.

No Vaticano, o ministro da Saúde, cardeal Javier Lozano Barragán, pediu que "o Senhor acolha (Eluana) em seu seio e perdoe aqueles que a levaram deste mundo".

Por sua vez, ministro da Saúde italiano, Maurizo Sacconi, pediu ao Senado que aprove o projeto de lei que estava em debate no Senado "para que o sacrifício de Eluana não seja em vão".

Já o primeiro-ministro Silvio Berlusconi expressou seu profundo pesar pela morte da italiana, e lamentou o fato de a ação do Governo não ter sido suficiente para salvar a vida dela. EFE cps/sc

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