Mordomos e cozinheiros revelam 100 anos de segredos da Casa Branca

Anna Giralt. Washington, 6 set (EFE).- Mordomos, empregadas domésticas, porteiros e cozinheiros revelam 100 anos de mistérios da Casa Branca em uma exposição itinerante que começa hoje no Museu Histórico do estado de Iowa.

EFE |

Com o nome "Working White House", a mostra recolhe as tradições e memórias da residência presidencial americana, através dos testemunhos e dos objetos de trabalhadores anônimos que serviram diversos presidentes, desde William Taft (1909-1913) até George W.

Bush (2001-2009), segundo um comunicado do Museu Histórico.

Suas vivências proporcionam ao visitante uma íntima e singular perspectiva das cerimônias, dos elegantes jantares presidenciais, das celebrações nacionais e das tragédias que marcaram e construíram a história do país.

Utensílios do lar, roupas, cartas, menus, fotografias e outros objetos contribuem também para ilustrar a história da residência localizada no número 1600 da avenida Pensilvânia, na capital americana construída entre 1792 e 1800.

O porteiro veterano Preston Bruce compartilha na exposição, por exemplo, um dos momentos que precederam a morte do ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy em 1963.

"Quando voltamos de Arlington do funeral de Kennedy, seu irmão Robert me entregou suas luvas e me disse: 'guarda estas luvas e lembre sempre que as usei no funeral do meu irmão'", declarou.

As luvas cinza de Robert F. Kennedy aparecem na mostra como reflexo de um dos momentos mais difíceis pelos quais esta dinastia de políticos americanos passou.

O Instituto Smithsonian e a Associação Histórica da Casa Branca (WHHA, na sigla em inglês) conduziram uma série de entrevistas com os antigos empregados da residência presidencial, que são apresentados na mostra por meio de áudio e vídeo.

"Tive que produzir criações tenras e cheias de glacê em uma rotina quase diária para a Casa Branca", aponta Roland Mesnier, antigo confeiteiro, que desenvolveu sua própria técnica para saciar o paladar dos convidados da residência presidencial durante mais de 25 anos.

A diretora dos Serviços de Exposições Itinerantes do Smithsonian, Anna R. Cohn, afirmou que "apesar de a maioria dos americanos desconhecerem este grupo de empregados, os presidentes dos EUA, as primeiras-damas do país e seus filhos honraram seu serviço".

"Por trás da cena pública, os trabalhadores da Casa Branca deram as boas-vindas e guiaram às novas administrações, além de conhecer os presidentes americanos como poucos puderam fazê-lo" manifestou.

A exposição realizará uma turnê nos próximos quatro anos por cerca de 12 cidades, e sua primeira escala será em Des Moines (Iowa).

Sobre isso, a diretora do Departamento Cultural deste estado, Cyndi Pederson, anotou que "a mostra oferecerá aos cidadãos de Iowa uma visão única do interior dos trabalhos da Casa Branca".

"Working White House" deixará no dia 1º de março de 2009 as instalações do Museu Histórico do estado de Iowa para prosseguir sua rota em direção a Anniston (Alabama), Canton (Ohio), Atlanta (Geórgia), Kennesaw (Geórgia), Ontário (Califórnia) entre outras.

EFE ag/bm/ma

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