Morales vota em Chapare acompanhado dos filhos e apoiado por bases sindicais

O presidente da Bolívia, Evo Morales, votou neste domingo em uma escola de Chapare, acompanhado pelos dois filhos e com o apoio de suas bases sindicais, e pediu à população que decida a continuidade ou revogação dos mandatos das autoridades de maneira consciente e saudável.

EFE |

Morales, que emitiu seu voto por volta das 9h20 (10h20 de Brasília) em uma escola de Villa 14 de Septiembre, disse que depois irá à cidade de Cochabamba e, à tarde, se reunirá com seus ministros em La Paz para avaliar a jornada eleitoral.

Mais de 4 milhões de eleitores estão convocados às urnas para definir em um referendo a continuidade de Morales, do vice-presidente Álvaro García Linera e de oito governadores do país.

O presidente boliviano destacou que a votação no referendo revogatório é inédita na Bolívia e espera que seja um instrumento legal "para fortalecer e aprofundar a democracia".

Disse que chegou até a zona cocaleira acompanhado de seu porta-voz presidencial, Ivan Canelas, e dos dois filhos, mas quase sem segurança, porque - segundo ele - não precisa disso quando visita o Chapare, onde estão os sindicatos que o impulsionaram à Presidência e porque "o povo se organiza" para lhe dar segurança.

O líder boliviano reiterou que a votação pode permitir que haja um novo "cenário político" no país, e anunciou que, nos próximos dias, se reunirá com os movimentos sociais para "seguir aprofundando o processo de mudança".

Sobre a polêmica a respeito da interpretação dos resultados da rodada entre a Corte Nacional Eleitoral (CNE) e o Congresso, reiterou que existe a obrigação de respeitar os números "combinando a legalidade e a legitimidade".

A CNE afirmou que, no caso dos governadores - a maioria deles de oposição - o mandato será revogado se o voto contrário for superior a 50% do total, frente à norma do Congresso, que fixa porcentagens de 38% a 48%.

Para o caso de Morales, a lei e a interpretação feita pela Corte Nacional Eleitoral coincidem, e estabelecem que o mandato do presidente pode ser revogado se a votação contrária for superior aos 53,7% obtidos no pleito presidencial de 2005. EFE az/an

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