Morales volta a ser alvo de protestos em várias regiões da Bolívia

Militantes opostos ao presidente Evo Morales bloquearam novamente estradas nesta segunda-feira em três das regiões mais ricas da Bolívia.

AFP |

Estas manifestações ocorreram em Santa Cruz (leste), feudo da oposição e motor econômico do país andino, Tarija (sul), rica em gás, e Chuquisaca (sudeste). Foram organizadas em protesto contra o projeto de Constituição do governo, qualificado de "indigenista" pela oposição liberal, e para exigir a restituição às regiões de um imposto sobre os hidrocarbonetos que chega a 166 milhões de dólares.

Esta verba que as regiões recebiam foi realocada para o financiamento das aposentadorias.

Estradas já haviam sido bloqueadas em três províncias na quarta-feira passada.

O governo, que qualifica o movimento de protesto de "político", mobilizou o exército e a polícia para proteger as empresas ligadas à produção e ao transporte de hidrocarbonetos, a principal riqueza do país.

O diálogo entre o governo de esquerda e a oposição liberal e conservadora está paralisado há seis meses na Bolívia.

Os movimentos sociais ligados ao governo, reunidos durante o final de semana no chamado Conselho Nacional para a Mudança (Conalcam, na sigla em espanhol), se declararam em mobilização permanente; pediram também ao presidente que convoque o referendo constitucional por meio de decreto.

O Conselho quer "a refundação da Bolívia, através da adoção de uma nova Constituição, o que exige a convocação de um referendo por decreto.

Os movimentos também exigiram a convocação, também por decreto, de eleições para substituir dois prefeitos (o equivalente a governadores) que tiveram seus mandatos revogados em La Paz e Cochabamba, e para escolher vereadores e conselheiros regionais.

Querem ainda um decreto destinado à redistribuição dos recursos de impostos sobre a exploração de hidrocarbonetos.

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