Morales viajará hoje a Cuba e na sexta-feira ao Paraguai

La Paz, 10 jun (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, viajará hoje a Cuba, onde se reunirá amanhã com seu colega Raúl Castro, enquanto na sexta-feira lembrará no Paraguai junto com o chefe de Estado paraguaio, Fernando Lugo, os 74 anos do fim da Guerra do Chaco, travada entre os dois países entre 1932 e 1935.

EFE |

Com sua visita a Cuba, Morales cumprirá a viagem que tinha previsto em abril e que havia suspendido ao se declarar em greve de fome, para reivindicar ao Congresso de seu país a aprovação da nova lei eleitoral da Bolívia, informou hoje a agência estatal "ABI".

Em La Paz, o embaixador de Cuba na Bolívia, Rafael Dausá, confirmou a viagem de Morales a Havana.

O diplomata afirmou que "será feito tudo o possível" para que o presidente indígena se encontre também com Fidel Castro.

Segundo Dausá, em sua visita de um dia à ilha caribenha, Morales cumprirá uma "acirrada" agenda de trabalho, que inclui também uma conferência na Universidade de Havana e um encontro com jovens bolivianos que estudam em Cuba.

Morales havia realizado sua última visita à ilha em maio do ano passado, quando se reuniu com Fidel Castro e assinou acordos com Raúl para ampliar e fortalecer a relação bilateral.

Após a estadia em Havana, Evo Morales partirá para o Paraguai, onde lembrará com Lugo o armistício assinado por Bolívia e Paraguai em 1935 para colocar fim à Guerra do Chaco.

Há um ano, Morales e Lugo - naquele momento presidente eleito do Paraguai - lembraram juntos a data em uma escola das Forças Armadas em Yacuiba, no Chaco boliviano, com a presença do ex-líder paraguaio Nicanor Duarte.

Naquela ocasião, Morales e Lugo aproveitaram para definir temas bilaterais destinados a consolidar a integração das duas nações, em uma agenda que inclui exportar gás boliviano ao Paraguai, segundo a "ABI".

O presidente da Bolívia irá a Assunção após ser superado o incidente fronteiriço entre os dois países por causa de uma incursão irregular de policiais bolivianos a território paraguaio em busca de criminosos. EFE sam/an

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