Javier García. Argel, 30 ago (EFE) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, iniciou hoje uma visita de dois dias à Líbia, a primeira de um chefe de Estado do país à nação do norte da África, por meio da qual o governante boliviano deseja aumentar a cooperação e buscar investimentos para desenvolver a indústria energética boliviana. Morales chegou ao aeroporto de Benina, na cidade de Benghazi, onde foi recebido pelo general Mustafa al-Kharroubi, um dos dirigentes históricos líbios, e outras autoridades do país. Em declarações à agência oficial líbia Jana, o presidente boliviano explicou que tinha viajado à Líbia anteriormente como sindicalista, mas que nunca tinha sonhado voltar a fazê-lo como chefe de Estado. Quero agradecer ao líder da revolução (Muammar Kadafi) e ao povo da Líbia por seu apoio e por me terem convidado para visitar seu país, disse Morales, que elogiou a filosofia política do governante líbio expressada em seu Livro Verde. Li o Livro Verde, estudei-o e me encanta o pensamento evidenciado nele, afirmou Morales, que se mostrou convencido de que esta visita vai reforçar as relações entre ambos os países. O presidente boliviano destacou que hoje é um momento histórico no qual as forças progressistas que conseguem avanços na América Latina adotam posições estratégicas, e mostrou sua satisfação com este tipo de visitas que permitem encontrar líderes revolucionários do mundo. Pretendemos ampliar o apoio e atualizar a int...

Farfar, apresentou suas credenciais.

A visita coincide com a intensificação do retorno à comunidade internacional do regime do coronel Kadafi, que assinou hoje mesmo um acordo de cooperação e de indenizações pelo passado colonial com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.

Em virtude deste acordo, a Itália investirá US$ 5 bilhões nos próximos 25 anos em vários setores líbios, especialmente em infra-estruturas.

Em agosto, a Líbia chegou a realizar um acordo com os Estados Unidos sobre as indenizações às vítimas de ataques entre os dois países, e a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, anunciou uma visita histórica ao país norte-africano.

As compensações às vítimas americanas incluem as do atentado contra um avião que sobrevoava a cidade escocesa de Lockerbie em 1988, no qual morreram 270 pessoas, e as da explosão em uma discoteca de Berlim em 1986, que matou outras três.

Também estão incluídas, pelo menos, 40 vítimas líbias, entre elas uma filha adotiva de Kadafi, que morreram nos ataques aéreos dos EUA a Trípoli e Benghazi em 1986.

Na próxima segunda-feira, Morales viajará ao Irã, onde negociará também investimentos em hidrocarbonetos e se reunirá com o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad.

O chefe de Estado iraniano visitou a Bolívia em setembro de 2007, e ofereceu ajuda a Morales em diversas áreas, especialmente no desenvolvimento dos hidrocarbonetos. EFE jg/bm/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.