Morales vê falta de interesse de governadores regionais em acordo

La Paz, 21 set (EFE) - O Governo de Evo Morales afirmou hoje que fará todos os esforços necessários para chegar a acordos com os governadores regionais opositores, mas lamentou sua falta de predisposição e interesse para concretizar pactos na negociação para levar paz à Bolívia.

EFE |

O processo de diálogo aberto na cidade de Cochabamba (centro) entre Governo e oposição entrou hoje em seu quarto dia sem que houvesse acordos firmes sobre os principais temas que opõem ambas as partes, embora as comissões temáticas sobre estes assuntos continuem trabalhando.

O presidente boliviano apresentou aos governadores regionais uma nova proposta de acordo para que o Congresso Nacional possa aprovar em 1º de outubro a convocação do referendo para ratificar a nova Constituição da Bolívia.

Segundo explicou esta madrugada o porta-voz de Morales, Ivan Canelas, este acordo incluiria nas "modificações necessárias" para viabilizar o regime autônomo defendido pelas regiões de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca.

No entanto, Canelas lamentou "mais uma vez, a falta de predisposição e interesse dos governadores regionais" que, em sua opinião, "não estão respondendo aos esforços que o Governo e o presidente da República estão fazendo para pacificar o país e manter a união nacional".

De fato, os governadores regionais anunciaram que não concordam em estabelecer datas próximas à aprovação da convocação do referendo constitucional e defenderam o prazo de um mês para desenvolver as negociações, que ficou estabelecido no pré-acordo que abriu caminho à mesa de negociação.

A declaração foi feita pelo governador regional de Tarija, Marío Cossío, que representava os outros opositores, e apostou em dar "oxigênio" a um diálogo que, disse, acaba de começar dentro de um processo para "construir confianças e soluções".

Além disso, a proposta de Morales para aprovar dentro de alguns dias a convocação do referendo supõe, de acordo com Cossío, aceitar "às cegas" o texto constitucional promovido pelo Executivo, e que é um dos principais pontos de conflito entre Governo e oposição.

A compatibilização das autonomias reivindicadas pelos opositores com a nova constituição da Bolívia é um dos temas centrais da mesa de diálogo de Cochabamba.

O outro assunto importante é a distribuição territorial das receitas petrolíferas que procedem do Imposto Direto aos Hidrocarbonetos (IDH).

Sobre este assunto chegou-se a um primeiro acordo, na comissão técnica que trabalha sobre ele, para garantir o pagamento da chamada Renda Dignidade (uma ajuda direta aos idosos) com fundos procedentes do IDH. EFE lav/db

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