Morales tenta dialogar com governadores regionais à revelia de autonomistas

La Paz, 12 mai (EFE) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, começou hoje a dialogar com cinco governadores para buscar um acordo sobre a crise que enfrenta o país, na presença de observadores da Argentina, Brasil, Colômbia e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

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Apesar disso, não estiveram presentes os quatro governadores regionais autonomista.

Morales se reuniu com os governadores regionais opositores de Cochabamba, Manfred Reyes Villa; de La Paz, José Luis Paredes; e os governistas de Oruro, Luis Alberto Aguilar; de Potosí, Mario Virreira; e o interino de Chuquisaca, Ariel Iriarte.

Da reunião também participam como observadores os enviados das chancelarias da Argentina; Guillermo Hunt; do Brasil, Ênio Cordeiro; o vice-chanceler da Colômbia, Camilo Reyes, e o da OEA, Raúl Alconada.

O ministro da Defesa, Walker San Miguel, criticou a ausência dos governadores regionais autonomista de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, que, horas antes, assinalaram que a oferta de diálogo de Morales não leva em conta "aspectos relevantes para (conseguir) um acordo nacional".

De acordo com San Miguel, o diálogo avançará com os cinco governadores regionais presentes e os observadores de Argentina, Brasil, Colômbia e a OEA, "para que a comunidade internacional" seja testemunha daqueles que "dizem 'não' ao diálogo" sobre os conflitos do país.

Morales conta com a oposição dos governadores regionais autonomista, que são apoiados por seu colega de Cochabamba e pelos líderes cívicos de Chuquisaca, em meio a uma crise política que dura vários meses sem se resolver e com várias tentativas infrutíferas de diálogo.

Antes de começar a reunião, Reyes Villa declarou que chegava à reunião disposto a buscar um acordo "pela unidade do país" e porque as distintas regiões precisam de "soluções estruturais" a sua crise.

O vice-ministro de Descentralização, Fabian Yaksic, qualificou de um "desplante" a ausência dos governadores autonomista e assegurou que, apesar da ausência de quatro governadores regionais, o diálogo terá "validade", pois, segundo ele, se sustentará com quem tem vontade de discutir sobre os problemas do país.

Na agenda das conversas estarão o projeto da nova Constituição impulsionada pelo Governo, o movimento autonomista das regiões e os royalties petrolíferos regionais, entre outros.

Yaksic também confirmou que conversarão sobre o referendo convocado para 10 de agosto sobre a revogação do mandato do presidente, vice-presidente, e os oito governadores regionais do país, salvo o de Chuquisaca, onde haverá eleições regionais em 29 de junho.EFE ja/db

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