Morales tem 67% de apoio em referendo revogatório com apuração perto do fim

La Paz, 13 ago (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, já tem quase 67% de apoio no referendo revogatório de domingo, segundo o resultado parcial divulgado hoje pela Corte Nacional Eleitoral boliviana com 87,94% das urnas apuradas.

EFE |

O apoio à continuidade de Morales e do vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, é de 1.903.741 votos, o que representa 66,85% do total.

Os votos contra a gestão do presidente somam 944.181, o que representa 33,15%.

Este apoio eleitoral obtido até agora é muito superior aos 53,7% (1.544.374 votos) com os quais Morales foi eleito para a Presidência da Bolívia nas eleições de 2005.

Segundo o relatório parcial da Corte Nacional Eleitoral, a participação é de 83,56%.

Os números parciais oficiais dos referendos nos departamentos bolivianos, com vários percentuais, mostram que Morales vence em seis de nove regiões: La Paz (83%), Cochabamba (70,9%), Oruro (82,9%), Potosí (77,7%), Pando (52,7%) e Chuquisaca (53,8%).

Por outro lado, a votação contra o presidente e sua gestão é majoritária em três departamentos: Santa Cruz (61,7%), Beni (57,7%) e Tarija (50,1%).

Com a apuração concluída em Cochabamba, foi confirmada a revogação do mandato do governador Manfred Reyes Villa, que renunciou ontem antes de saber o resultado definitivo.

O governador opositor de La Paz, José Luis Paredes, também estava tendo o mandato revogado com 63,91% dos votos contrários à sua gestão, com a apuração quase finalizada neste departamento.

Os ratificados até agora são os governadores de Potosí, Mario Virreira (70,56%), e de Oruro, Alberto Aguilar (50,74%). Neste último caso as pesquisas e as primeiras informações parciais davam o mandato de Aguilar como revogado.

Também continuam em seus cargos os governadores opositores de Santa Cruz, Rubén Costas (67,92%), de Beni, Ernesto Suárez (65,31%), de Tarija, Mario Cossío (58,06%), e de Pando, Leopoldo Fernández (55,93%).

A região de Chuquisaca não realizou o referendo porque sua governadora, Savina Cuéllar, foi eleita em junho após a renúncia de seu antecessor.

O referendo foi convocado inesperadamente em maio pelo Senado, controlado pela aliança conservadora oposicionista Poder Democrático e Social (Podemos), que tinha mantido "congelada" sua tramitação durante vários meses.

A consulta popular foi proposta em dezembro por Morales como saída para a crise política boliviana. EFE az/wr/fal

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