Morales tem 66% de apoio em referendo com apuração de 80% das urnas

La Paz, 12 ago (EFE).- O apoio ao presidente boliviano, Evo Morales, no referendo revogatório do último domingo chega a 66,39%, informa a Corte Nacional Eleitoral (CNE), que já apurou mais de 80% das mesas de votação.

EFE |

Morales e seu vice-presidente, Álvaro García Linera, receberam mais de 1,7 milhão de votos a favor de sua continuidade, em comparação aos 890 mil contrários que receberam até o momento.

Segundo o relatório parcial da CNE, a participação, que na Bolívia é obrigatória, quase chega a 84%.

Este apoio eleitoral obtido até agora é superior aos 53,7% (1.544.374 votos) com os quais Morales chegou à Presidência da Bolívia nas eleições de dezembro de 2005.

As informações parciais oficiais dos departamentos, com diferentes porcentagens, indicam que Morales e García Linera obtiveram vitória em La Paz (quase 83%), Cochabamba (68%), Oruro (81%), Potosí (78%) e Pando (52%).

Por outro lado, a votação contra Morales e sua gestão é majoritária em Chuquisaca (52%), Santa Cruz (62%) e Beni (58%).

Em Tarija, a única região na qual a apuração foi concluída, os votos contrários a Morales são um pouco maiores (50,1%) aos favoráveis (49,8%), com uma diferença de 457 votos.

As informações confirmam, por enquanto, que serão revogados os mandatos dos governadores departamentais opositores de La Paz, José Luis Paredes, e de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, que apresentou hoje sua renúncia antes de conhecer os resultados definitivos da consulta.

No caso de Paredes, os votos contra ele quase chegam a 64%, enquanto o "não" à continuidade de Reyes Villa alcança mais de 62%.

Também seria revogado o mandato do governador de Oruro, o governista Luis Alberto Aguilar, com 52,3% dos votos contra si.

Os governadores ratificados até agora são o governista de Potosí, Mario Virreira (apoio de 70,5%) e os opositores de Santa Cruz, Rubén Costas (68%), de Beni, Ernesto Suárez (65%), de Tarija, Mario Cossío (58%), e o de Pando, Leopoldo Fernández (56%).

A região de Chuquisaca não realizou o referendo departamental pelo fato de sua governadora, a indígena quíchua opositora Savina Cuéllar ter tomado posse em julho, após vencer uma eleição convocada um mês antes por causa da renúncia de seu antecessor.

A consulta revogatória foi convocada de forma inesperada em maio passado pelo Senado, controlado pela aliança conservadora opositora Poder Democrático e Social (Podemos), que manteve "congelada" a tramitação da mesma durante vários meses.

O referendo revogatório foi promovido em dezembro por Morales como solução para crise política boliviana, gerada pelo choque do projeto de refundação constitucional de Morales com os planos autonomistas de várias regiões controladas pela oposição. EFE az/bm/fal

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