Morales seria ratificado com 54% dos votos em referendo, diz pesquisa

O presidente da Bolívia, Evo Morales, seria ratificado no cargo com 54% de apoio no referendo revogatório de mandatos do dia 10, segundo uma pesquisa de intenção de voto publicada hoje pelo jornal boliviano El Deber.

EFE |

O número reflete um aumento de 5 pontos percentuais, contra os 49% divulgados pelo mesmo veículo no dia 21 de julho.

O plebiscito incluirá o vice-presidente, Álvaro García Linera, e oito dos nove governadores, menos a de Chuquisaca, Savina Cuéllar, que assumiu o cargo em junho, após a renúncia de seu antecessor. A pesquisa foi realizada pelo grupo Captura Consulting, que ouviu 2.100 pessoas nos nove departamentos do país e tem margem de erro de 2,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

O percentual alcançado por Morales é ligeiramente superior aos 53,7% dos votos recebidos nas eleições de 2005. Contra a ratificação dos mandatos de Morales e García Linera se pronunciaram 41% dos entrevistados.

Para que o mandato dos dois seja revogado, é necessário que a votação contra eles seja superior a 53,7%, segundo a lei do referendo revogatório.

A mesma norma estabelece que, para revogar os oito governadores, bastaria que os votos contra superassem o percentual que conseguiram no pleito de 2005, e que variam entre 38% e 48%.

No entanto, a Corte Nacional Eleitoral (CNE) assumiu na semana passada uma decisão polêmica ao determinar que o limite máximo para que um governador seja revogado seja maior do que 50%, defendendo o critério de igualdade frente a Morales.

Essa resolução ainda não foi avalizada pelo Governo, nem pelo Congresso e nem pela oposição, e não se sabe como os resultados de domingo serão interpretados para saber quem fica e quem sai.

Números

Segundo a pesquisa de hoje, o governador do departamento de Santa Cruz, Rubén Costas, obteria 74% de respaldo, enquanto o de Beni, Ernesto Suárez, receberia 64%, e o de Tarija, Mario Cossío, 58%.

Por outro lado, o governador de Pando, Leopoldo Fernández, teria votação favorável de 49% e rejeição de 51%, e abandonaria o cargo.

Também o governador de La Paz, José Luis Paredes, contrário a Morales, não terminaria o mandato, porque teria 42% de apoio e 53% de rejeição.

O destino do governador de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, que é contra a consulta popular e decidiu não votar no domingo, ainda é incerto, pois os votos contra e a favor dele estão empatados em 48%.

Situação parecida acontece em Oruro, onde o apoio e a rejeição ao governador Alberto Aguilar também estão em 48%, enquanto no caso do governador de Potosí, Mario Virreira, a votação favorável seria de 46% e a contrária, de 42%.

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