Morales se diz marxista e rejeita discriminação a Cuba na OEA

Buenos Aires, 28 abr (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, se declarou marxista-leninista em entrevista publicada hoje na Argentina, em que rejeita que a Organização dos Estados Americanos (OEA) mantenha discriminação sobre Cuba desde 1962.

EFE |

"Não se pode entender que por motivos ideológicos alguém seja expulso da OEA. Eu também sou marxista-leninista e daí, vão me expulsar?", ressaltou Morales ao diário "Clarín", de Buenos Aires.

"Quantos países há hoje na América Latina com Governos de esquerda?", disse, ao mesmo tempo em que expressou a esperança de que os Estados Unidos possam acabar com o embargo a Cuba.

O líder boliviano ressaltou que os "princípios" do marxismo "são parte da luta do movimento indígena pela libertação, pela igualdade, pela dignidade e, sobretudo, pelo território".

Segundo ele, a questão de Cuba dominou as conversas na Cúpula das Américas, realizada em Trinidad e Tobago em meados de mês.

"Tudo o que falamos na Cúpula foi Cuba, Cuba e Cuba e isso não estava no documento" final, apontou.

Morales considerou "um passo importante" que o presidente dos EUA, Barack Obama, "tenha escutado os demais líderes americanos" durante a reunião de Trinidad e Tobago.

O presidente boliviano reiterou também que buscará a reeleição nas eleições de dezembro "para terminar" o processo de mudanças que iniciou na Bolívia e que seus opositores "não têm candidatos, não têm programa, não têm nada". EFE alm/rr

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