Morales rejeita anistia a responsáveis por massacre de Pando

La Paz, 25 out (EFE) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje que não haverá anistia para terroristas, genocidas e rebeldes responsáveis pelos conflitos que, em setembro, deixaram 18 mortos na região amazônica de Pando. Morales fez a declaração aos jornalistas ao sair do Palácio do Governo depois de se reunir com a comissão da União de Nações Sul-americanas (Unasul) que investiga os fatos ocorridos em Pando. Os mortos, quase todos camponeses seguidores de Morales, foram vítimas da onda de violência que afetou o departamento amazônico em 11 de setembro e que originou a detenção do governador regional Leopoldo Fernández, atualmente preso em La Paz. As versões sobre o conflito são contraditórias entre os aliados de Morales e os opositores autonomistas, muitos dos quais pediram asilo político em Brasiléia, no Acre, estado vizinho a Pando. Sobre o relatório da comissão da Unasul, liderada pelo ativista em direitos humanos argentino Rodolfo Mattarollo, Morales espera que seja elaborado de forma muito rápida e que se faça justiça a quem for. Também ouvimos falar por aí de anistia. Não pode haver anistia para terroristas, para genocidas e rebeldes, disse o presidente, após rejeitar os pedidos para a suspensão do estado de sítio de Pando.

EFE |

Mattarollo disse que o presidente ratificou que a comissão de inquérito tem um "caráter independente, imparcial", em correspondência com o mandato da Unasul.

A comissão, que se reuniu com vários protagonistas e testemunhas dos fatos de Pando, pediu a Morales permissão para se encontrar com o ex-governador regional e com os opositores confinados em um quartel militar. EFE ja/db

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