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Morales recebe de Lula respaldo e lições para governar

La Paz, 15 jan (EFE).- O governante da Bolívia, Evo Morales, recebeu hoje do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um grande respaldo para o referendo constitucional de 25 de janeiro, muitos elogios e, de quebra, várias lições políticas.

EFE |

A dez dias da consulta sobre a nova constituição boliviana, Lula aproveitou um encontro bilateral com Morales para declarar admiração pela "nova Bolívia" e pedir um processo que "traga novas esperanças e perspectivas para todos".

O presidente brasileiro também quis "presentear" o aliado com vários conselhos, sendo o mais importante o de que é preciso "governar para todos".

Isso é "o importante, a lição política e a lição de vida que temos que dar, Evo. Eu não governo no Brasil apenas para os pobres ou para os trabalhadores, são minha prioridade, mas eu governo para todos".

"Estou convencido de que os empresários brasileiros jamais ganharam tanto dinheiro quanto no meu Governo, mas os pobres também jamais estiveram como estão agora com o meu Governo", acrescentou.

"Neste momento, Evo, você tem que dar os grandes exemplos com a humildade que possui", continuou o presidente, cuja próxima lição foi: "A arma para enfrentar a adversidade é a paciência", um conselho que Lula já havia dado a Morales há alguns anos.

O referendo do dia 25 na Bolívia foi possibilitado por um acordo entre o Governo e a oposição do país, que significou a emenda de mais de 100 artigos do projeto apresentado pela Assembleia Constituinte.

Além das "lições", Lula não poupou elogios para seu vizinho e elogiou o "exemplo de democracia" que Morales deu ao convocar o referendo constitucional, antecipar as eleições gerais no país e se comprometer a concorrer a uma única reeleição.

Segundo o presidente brasileiro, a Bolívia "é o maior exemplo de mudança na América do Sul".

"Venho dizendo em todos os lugares do mundo: não é que um metalúrgico seja presidente do Brasil, a maior mudança é que um índio seja presidente da Bolívia", mas ainda há pessoas "que não digeriram isso", afirmou.

Lula chegou a comparar a Bolívia com a África do Sul, porque da mesma forma que "um belo dia os negros descobriram que na democracia prevalece a vontade da maioria", na Bolívia aconteceu "exatamente o mesmo e o povo descobriu que, sendo de maioria indígena, podia escolher um presidente índio".

"Isto já está consagrado", afirmou o presidente. EFE sam/db

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